Bolsas da Ásia fecham com sinais opostos

Persistem preocupações com a tensão política no norte da África e a elevação dos preços do petróleo  

Hélio Barboza e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

28 de fevereiro de 2011 | 08h07

As bolsas asiáticas fecharam com sinais divergentes, em meio às preocupações com a tensão política no norte da África, a elevação dos preços do petróleo e a busca por pechinchas. A redução da meta de crescimento da China não teve impacto nos mercados. A Bolsa de Taipé, em Taiwan, permaneceu fechada em razão de um feriado.

A Bolsa de Tóquio fechou em alta, ajudada pelo alívio diante do fato de que a redução da meta de crescimento da China não afastou os investidores nas demais bolsas da Ásia. Ao mesmo tempo, ambiciosos planos de consolidação do Mizuho Financial Group deram forte impulso às ações das corretoras do grupo. O Nikkei 225 subiu 97,33 pontos, ou 0,9%, e fechou aos 10.624,09 pontos.

A Bolsa de Hong Kong fechou em alta graças à procura por ofertas de ocasião que se seguiu às quedas recentes no índice Hang Seng. O índice avançou 1,4% e fechou aos 23.338,02 pontos.

Na China, a alta das bolsas foi liderada pela empresas de maquinário para construção, ante a expectativa de uma demanda robusta, e pelas corretoras, com a esperança de elevação na receita, apesar de Pequim ter reduzido sua meta de crescimento econômico. O índice Xangai Composto avançou 0,9% e fechou aos 2.905,05 pontos. O índice Shenzhen Composto ganhou 1,2% e terminou aos 1.295,81 pontos.

O yuan subiu ligeiramente contra o dólar depois que Jiabao reiterou a necessidade de maior flexibilidade no câmbio e disse que a reforma cambial será conduzida gradual e cuidadosamente. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em cotado a 6,5716 yuans, de 6,5750 yuans do fechamento de sexta-feira. A valorização acumulada pelo yuan em relação ao dólar desde junho, quando o país abandonou a âncora cambial de dois anos, é de 3,9%. O banco central fixou a paridade central em 6,5752 yuans por dólar, ligeiramente abaixo dos 6,5757 yuans por dólar de sexta-feira.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul perdeu 1,2% e fechou com a menor pontuação dos últimos três meses, aos 1.939,30 pontos, pressionado pela elevação dos preços do petróleo em razão das tensões no Norte da África.

Na Austrália, um problema técnico encerrou mais cedo o pregão da Bolsa de Sydney, deixando o índice S&P/ASX 200 com recuo de 0,1%, terminando aos 4.830,5 pontos.

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila encerrou o dia em alta, com os caçadores de barganha aproveitando as quedas recentes. O índice PSE avançou 0,79% e fechou aos 3.766,73 pontos.

A Bolsa de Cingapura fechou em baixa, uma vez que as incertezas sobre a situação geopolítica no Oriente Médio e a sustentabilidade do crescimento econômico da Ásia continuaram a pesar sobre o sentimento do investidor. O índice Straits Times recuou 0,5% e fechou aos 3.010,51 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, ganhou 0,8% e fechou aos 3.470,34 pontos, com a valorização da rupia que inspirou procura por ofertas em papeis de bancos e relacionadas a commodities e produtos de consumo.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, avançou 0,2% e fechou aos 987,91 pontos, em meio a ausência de novos elementos catalisadores. Investidores trocaram suas posições para papeis de bancos e se desfizeram dos de energia após recentes altas.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,1% e fechou aos 1.491,25 pontos, recuperando-se de uma baixa intraday de 1.474,38 pontos. As informações são da Dow Jones

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