Bolsas da Ásia fecham em direções divergem à espera de dados da China

Principais bolsas chinesas fecharam em queda com preocupação dos investidores com desaceleração da economia doméstica

Marcelo Ribeiro Silva, com informações da Dow Jones Newswires,

31 de março de 2014 | 08h33

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira sem direção única, em meio à expectativa dos investidores com a divulgação de índices dos gerentes de compras (PMI) do setor industrial da China e de outros indicadores econômicos relevantes ao longo dos próximos dias, incluindo o relatório de emprego dos Estados Unidos.

Na China, as principais bolsas fecharam em queda, diante da preocupação dos investidores sobre a desaceleração da economia doméstica, que pode ser confirmada por dados de atividade manufatureira que serão publicados hoje à noite. Ações ligadas à zona de livre comércio de Xangai também pressionaram os índices em função de temores relacionados às novas regras financeiras da região.

O índice Xangai Composto recuou 0,41%, a 2.128,79 pontos, enquanto o Shenzhen Composto perdeu 0,41%, a 1.039,88 pontos. Entre as ações, as da BYD tiveram queda de 2,0% e as da SAIC Motor Corp caíram 0,2%.

Os papéis de empresas ligadas à zona de livre comércio de Xangai recuaram acentuadamente, depois que o jornal Shanghai Securities News informou que autoridades locais vão anunciar mais regulamentos financeiros e de investimentos na região. As ações da Xangai Oriental Pearl Group e da Shanghai International Port perderam 10,0% e 3,9%, nesta ordem.

Por outro lado, a Bolsa de Hong Kong fechou em alta após o lucro anual maior que o esperado do China Construction Bank. As ações do banco avançaram 1,3%, após a instituição divulgar que seus ganhos saltaram 11,1% em 2013 ante o ano anterior. O índice Hang Seng subiu 0,39%, a 22.151,06 pontos.

O mercado nas Filipinas também encerrou o dia em tom positivo. O índice PSEi, da Bolsa de Manila, avançou 1,09%, a 6.428,71 pontos. Na Tailândia, o índice SET ganhou 0,54%, a 1.376,26 pontos. O otimismo também prevaleceu entre os investidores da Coreia do Sul e o índice Kospi avançou 0,23% na Bolsa de Seul, a 1.985,61 pontos.

Na região do Pacífico, a Bolsa da Austrália também fechou em terreno positivo, ainda em meio à expectativa de que o governo chinês anuncie novas medidas de estímulo e à espera da decisão de política monetária do Banco da Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês), na madrugada desta terça-feira. O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, ganhou 0,50%, a 5.394,8 pontos.

Desempenho Trimestral

No primeiro trimestre do ano, as ações asiáticas também fecharam sem direção única, com destaque para as quedas das bolsas da China e do Japão, enquanto índices do sudeste asiático surpreenderam positivamente.

O índice Nikkei registrou o seu pior desempenho trimestral em quase dois anos ao recuar 9,0%. Em 2013, o principal índice da bolsa japonesa tinha avançado 57%. De acordo com analistas, a preocupação sobre um aumento de imposto sobre vendas, previsto para amanhã, azedou o humor dos investidores japoneses.

Os temores em relação ao ritmo de crescimento da economia chinesa derrubaram as bolsas chinesas. Preocupações com o setor imobiliário, o possível aumento da inadimplência e o yuan também contribuíram para as quedas. O índice Xangai Composto recuou 3,9% no acumulado do ano, enquanto a Bolsa de Hong Kong perdeu 5,0%.

Por outro lado, os mercados da Indonésia e das Filipinas registraram ganhos acentuados nos três primeiros meses do ano, de 11,6% e de 9,2%, respectivamente. Os participantes voltaram a esses mercados, depois de tê-los abandonado antes do início da redução de programa de estímulos do Federal reserve (Fed, o banco central dos EUA).

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