Bolsas da Ásia fecham mistas com fala de premiê chinês

Li Keqiang sinalizou a adoção de novas medidas para sustentar o crescimento da economia chinesa

Marcelo Ribeiro Silva, da Agência Estado, com informações da Dow Jones Newswires,

28 de março de 2014 | 09h01

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta sexta-feira sem direção definida, com os investidores assimilando comentários do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, que sinalizou a adoção de novas medidas para sustentar o crescimento da economia chinesa. O destaque ficou para a Bolsa de Hong Kong, que registrou o seu melhor desempenho semanal desde novembro. Por outro lado, as tensões em relação ao futuro da Ucrânia fizeram o pessimismo prevalecer em outras partes da Ásia.

Na China, as bolsas fecharam em queda, em reação ao desempenho negativo das ações de empresas de pequena capitalização, que contrabalançaram os ganhos dos papéis de blue chips, como bancos e empresas do setor imobiliário. O índice Xangai Composto recuou 0,24%, a 2.041,71 pontos, enquanto o Shenzhen Composto perdeu 2,17%, a 1.044,14 pontos.

O premiê chinês, Li Keqiang, disse que o crescimento econômico deve ser mantido em um "ritmo razoável", no mais recente sinal de que o governo do país poderá adotar novas medidas de estímulo se a desaceleração atual piorar ainda mais.

De acordo com a agência de notícias Xinhua, Li afirmou que a pressão de deterioração sobre a economia chinesa não deve ser ignorada. Ele disse ainda que os custos de financiamento para as empresas devem ser reduzidos através da política monetária, da reforma do sistema bancário e do desenvolvimento de um mercado de capitais mais diversificado.

As ações de alguns bancos e empresas do setor imobiliário subiram em meio à expectativa de que as restrições de crédito diminuam. Os papéis do China Vanke ganharam 1,8%, enquanto os da China Merchants Property Development subiram 0,5%, e os do Bank of China avançaram 0,8%.

Por outro lado, as preocupações com a desaceleração do crescimento e os lucros desfavoráveis das empresas pesaram sobre outros setores do mercado chinês. As ações da Fujian Estrela Net Communication recuaram 6,2%, enquanto Huapont-Nutrichem perdeu 4,6%.

Já a Bolsa de Hong Kong fechou em terreno positivo, sustentada pelos ganhos das ações dos bancos chineses. O índice Hang Seng subiu 1,06%, a 22.065,53 pontos. Na semana, o índice subiu 6,1%, seu melhor desempenho desde que os líderes chineses anunciaram um pacote de reformas em novembro.

A Bolsa das Filipinas também subiu. O índice PSEi, da Bolsa de Manila, avançou 0,70%, a 6.359,62 pontos. Na Tailândia, o índice SET ganhou 0,96%, a 1.368,90 pontos. Entre os investidores da Coreia do Sul, o otimismo também prevaleceu. O índice Kospi avançou 0,15% na Bolsa de Seul, a 1.981,00 pontos.

Na região do Pacífico, a Bolsa da Austrália fechou igualmente em terreno positivo, após o dólar australiano atingir seu maior nível em quatro meses frente à divisa norte-americana. O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, ganhou 0,3%, a 5.366,9 pontos. Os papéis do Commonwealth Bank, do ANZ e do National Australia Bank subiram entre 0,6% e 0,8%.

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