Bolsas da Ásia fecham sem tendência definida

Parte dos mercados reagiu a notícias da China, enquanto fatores locais dominaram outros pregões

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

26 de outubro de 2010 | 08h11

Os mercados asiáticos fecharam sem sinal definido nesta terça-feira. Parte das bolsas reagiu a notícias vindas da China, enquanto outros pregões foram influenciados por fatores locais.

A Bolsa de Tóquio fechou em queda, em mais um dia de pouca oscilação, uma vez que os investidores permaneceram divididos entre as persistentes preocupações com a valorização do iene e as expectativas por balanços relativamente robustos de empresas japonesas. O índice Nikkei 225 caiu 23,78 pontos, ou 0,3%, e fechou aos 9.377,38 pontos.

A Bolsa de Hong Kong teve ligeira baixa, no embalo de Xangai. O declínio nas ações de Chalco e BYD, após o anúncio de seus resultados do terceiro trimestre, ofuscou os ganhos nas petrolíferas, depois de o governo chinês anunciar um aumento no preço dos combustíveis. O índice Hang Seng caiu 26,67 pontos, ou 0,1% e terminou aos 23.601,24 pontos.

Na China, a Bolsa de Xangai também fechou em queda, com a realização de lucros nos bancos e nas seguradoras ofuscando os ganhos nas imobiliárias e nas petrolíferas. O índice Xangai Composto perdeu 0,3% e terminou aos 3.041,54 pontos. Já o índice Shenzhen Composto ganhou 0,2% e encerrou aos 1.302,04 pontos.

O yuan se desvalorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês elevar a taxa de paridade central dólar-yuan (6,6729 yuans para 6,6762 yuans). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,6627 yuans, de 6,6581 yuans do fechamento de segunda-feira.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em alta, com os negócios oscilando pouco e seguindo os ganhos de 1,7% da sessão de ontem. Ações dos setores plástico e petroquímico mostraram força. O índice Taiwan Weighted subiu 0,4% e fechou aos 8.343,23 pontos.

A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, encerrou em leve alta, impulsionada pelos contínuos fluxos estrangeiros em meio à expectativa de que a moeda local continuará valorizada. O índice Kospi avançou 0,2% e encerrou aos 1.919.41 pontos.

Na Austrália, o mercado se retraiu juntamente com as ações da ASX Ltd., operadora da Bolsa de Sydney, alvo de uma proposta de fusão por parte da operadora da Bolsa de Cingapura no valor de 8,4 bilhões de dólares australianos (US$ 8,3 bi). A oferta, que havia impulsionado a alta da Bolsa de Sydney na segunda-feira, começou a enfrentar resistência nos meios políticos australianos. O índice S&P/ASX 200 perdeu 0,5% e fechou aos 4.687,8 pontos.

Nas Filipinas, os investidores da Bolsa de Manila realizaram lucros e o índice PSE declinou 0,2%, fechando aos 4.279,53 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve baixa, uma vez que os investidores realizaram lucros dos ganhos de ontem e sustaram suas posições antes da divulgação dos lucros das principais corporações da cidade-Estado nas próximas semanas. O índice Straits Times cedeu 0,6% e fechou aos 3.162,51 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, teve alta de 0,3% e fechou aos 3.654,10 pontos, com fundos estrangeiros comprando ações dos setores bancário e de telecomunicações em meio a expectativas de grandes ganhos no período de nove meses.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, subiu 0,4% e fechou aos 996,04 pontos, primeira vez acima de 1.000 pontos desde novembro de 1996. Lideraram os ganhos pesos pesados dos setores de energia e petroquímica.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,4% e fechou aos 1.496,94 pontos, liderada por papeis do setor agrícola depois do rali de preços do óleo de palma. As informações são da Dow Jones

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