Bolsas da Europa encerram em alta com commodities

As principais bolsas européias fecharam em alta, em reação a notícias sobre fusões e aquisições, à recuperação dos preços das commodities e depois de o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE) terem tomado decisões de política monetária em linha com as previsões dos mercados. O índice Dow Jones Stoxx 600, que inclui ações de todos os principais mercados europeus, subiu 0,6% e fechou no nível mais alto desde maio de 2001. Como se previa, o BoE manteve sua taxa básica de juros inalterada em 4,75% e o BCE elevou a sua em 25 pontos-base, para 3,25%. Também de acordo com o que se esperava, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, deu a entender, em entrevista à imprensa, que haverá um novo aperto monetário até o fim do ano. Londres Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 38,0 pontos, ou 0,64%, em 6.004,5 pontos; é a primeira vez desde maio que ele fecha acima dos 6.000 pontos. As ações das mineradoras subiram, em reação à recuperação dos preços dos metais. O mesmo aconteceu com as ações de petróleo e gás. No setor siderúrgico, as ações da Corus subiram 16,26%, em reação a informes de que poderá haver uma fusão entre a empresa e a indiana Tata Steel. As ações da British Airways caíram 1,83%, depois de rebaixamento de recomendação pelo Citigroup; as da companhia aérea Aer Lingus, da Irlanda, avançaram 15,1%, em reação a uma oferta de aquisição de 1,48 bilhão de euros por parte da Ryanair. No setor de tecnologia, as ações da Spirent subiram 11,54%, depois de a empresa anunciar aumento dos dividendos. Paris O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, encerrou com ganho de 31,98 pontos, ou 0,61%, em 5.288,53 pontos. A alta foi liderada pelas ações da Mittal, que subiram 2,97% em reação a rumores de mais consolidação no setor siderúrgico. As ações dos bancos reagiram positivamente à decisão de política monetária do BCE. As da seguradora AGF caíram 3,23%, em reação a rumores de que a alemã Allianz, sua acionista majoritária, estaria se preparando para comprar a participação dos minoritários. As ações da EADS, do setor aeroespacial e militar, caíram 3,04%, em reação a declarações dos executivos da empresa sobre a divisão Airbus. As ações da Renault subiram 0,90%, depois de encerradas sem sucesso as conversações para uma aliança com a General Motors. Frankfurt A Bolsa de Frankfurt terminou o dia com o índice Xetra-DAX em alta de 28,91 pontos, ou 0,48%, em 6.075,28 pontos. "As declarações de Trichet foram neutras para o mercado", disse um operador. Outro operador disse que o sentimento otimista do mercado continua intacto e que o DAX poderá subir para a casa dos 6.100 pontos amanhã. As ações da RWE, do setor de energia elétrica, subiram 2,53%, em meio a especulações de que a Viridian pretende adquirir uma participação na empresa. As ações da ThyssenKrupp, dos etor siderúrgico, subiram 3,58%. As do Deutsche Bank subiram 0,59%, depois de a instituição oferecer uma projeção de lucros. As ações da fabricante de caminhões MAN caíram 3,57%, devolvendo parte dos ganhos recentes. Milão Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 251 pontos, ou 0,65%, em 38.958 pontos, nova pontuação recorde. Um operador disse que o mercado mostrou alívio pelo fato de o BCE não ter elevado sua taxa básica de juros em 50 pontos-base. As ações do setor de petróleo estavam entre as que mais subiram. As da Banca Popolare di Milano avançaram 5,94%, devido à expectativa de uma oferta de aquisição. Madri O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou em alta de 133,80 pontos, ou 1,03%, em 13.116,40 pontos. As ações do banco BBVA subiram 3,24%, em meio a especulações quanto a uma fusão. As da Repsol avançaram 2,37%, em reação à alta dos preços do petróleo. As da Iberdrola caíram 0,36%, depois de a empresa negar informes de uma fusão iminente. Lisboa Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 29,34 pontos, ou 0,28%, em 10.380,99 pontos. Operadores atribuíram a queda a uma correção, depois das altas recentes. O volume foi reduzido, por causa de um feriado local. As ações da Energias de Portugal caíram 1,44%, com a diminuição das especulações sobre uma fusão. As do Banco Comercial Português recuaram 0,40%. As informações são da Dow Jones.

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