Bolsas da Europa fecham em alta após fala de dirigente do Fed

Investidores ficaram animados com a possibilidade de uma nova rodada de estímulos nos EUA

Sergio Caldas, da Agência Estado,

27 de agosto de 2012 | 14h17

As bolsas europeias fecharam em alta nesta segunda-feira, com os investidores comprando principalmente ações de bancos, animados com a possibilidade de uma nova rodada de estímulos nos EUA após comentários do presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans.

O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,45%, encerrando o dia aos 269,20 pontos. Na semana passada, o índice pan-europeu registrou perda de 1,8%, interrompendo um período de 11 semanas consecutivas de ganhos.

Evans, que participava de um fórum em Hong Kong, defendeu nesta segunda-feira que o Fed, banco central dos EUA, tome uma atitude imediata para dar suporte à economia norte-americana. "Não acho que deveríamos ficar em uma posição de esperar para ver o que os próximos indicadores mostrarão", opinou o dirigente, que não tem direito a voto nas reuniões de política monetária do Fed. "Estamos atrasados no início de uma ação adicional. Deveríamos tomar essa atitude agora", completou.

Na próxima sexta-feira, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fará discurso durante o simpósio anual de Jackson Hole. Foi lá que, em 2010, Bernanke preparou o terreno para a segunda rodada de relaxamento quantitativo.

Também sustentaram os mercados acionários europeus hoje as ações de tecnologia, como as da finlandesa Nokia, que deu um salto de 7,7% após a rival sul-coreana Samsung perder nos EUA uma batalha judicial em torno de patentes contra a Apple.

A Bolsa de Londres não abriu hoje devido a um feriado bancário. Em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,86%, para 3.462,83 pontos, a máxima do dia. Subiram bancos como BNP Paribas (+2,1%), Société Générale (+2%) e Crédit Agricole (+0,9%), além da telefônica Bouygues (+1,6%) e da gigante varejista Carrefour (+1,4%).

O índice Dax, de Frankfurt, registrou alta de 1,1%, fechando aos 7.047,45 pontos. Deutsche Bank liderou os ganhos, com avanço de 2,4%, favorecido pela demanda maior por ações do setor financeiro, que têm tido um desempenho abaixo da média este ano, segundo um trader. Outro destaque foi a ThyssenKrupp, cujas ações subiram depois de seu executivo-chefe dizer em entrevista a um jornal que a siderúrgica quer pelo menos 7 bilhões de euros pelos ativos que pôs a venda nos EUA e Brasil. A ThyssenKrupp detém participação de 73% na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro, com o restante pertencente à Vale.

Em Madri, o índice Ibex-35 subiu 1,21% e fechou a 7.398,90 pontos, também a máxima desta segunda. Avançaram ações financeiras, como BBVA (+1,9%) e Popular (+2,3%), e de energia, caso da Repsol (+2,4%) e Gamesa (+4,9%).

Já a bolsa de Milão teve ganho de 0,89%, com o índice FTSE Mib a 15.012,87 pontos. Também na Itália avançaram os bancos, como Mediobanca (+4,5%), Intesa Sanpaolo (+3%) e UniCredit (+1,1%). Este último subiu apesar de ter anunciado no fim de semana que sua unidade alemã, o HVB, está sendo investigada nos EUA por supostas transações ilegais com o Irã.

Em Lisboa, o índice PSI-20 apresentou o melhor desempenho de hoje, com alta de 1,72%, a 4.960,92 pontos. Entre bolsas de menor peso, a de Atenas subiu 0,3%, com o índice ASE a 646,08 pontos. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsasEuropa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.