Bolsas da Europa fecham em baixa

As bolsas européias fecharam em baixa, com os temores sobre o mercado subprime (hipotecas concedidas a clientes de maior risco a juros mais altos) nos Estados Unidos se sobrepondo às notícias sobre fusões e aquisições na Europa. O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, caiu 0,19% para 6.233,30 pontos, o CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou em baixa de 0,75%, em 5.496,70 pontos, e o DAX 30, da Frankfurt, terminou virtualmente inalterado, com queda de 0,02%, em 6.715,49 pontos. Nos EUA, a New Century Financial, segunda maior financiadora de créditos hipotecários subprime do país depois do HSBC, confirmou que teve suas linhas de crédito cortadas. Na semana passada, a New Century havia suspendido os novos empréstimos por falta de recursos. Em Paris, as ações do grupo aeroespacial EADS caíram 1,1% em reação a relatórios pessimistas divulgados por analistas do Societé Générale e do UBS, entre outros, afirmando que as previsões de lucro de longo prazo da holding do grupo Airbus estão piores do que o esperado. As ações acentuaram as quedas das sessões anteriores, depois que a EADS anunciou uma forte queda nos lucros na sexta-feira. Entre as notícias de fusões e aquisições, as ações da Akzo Nobel dispararam 15% com o anúncio de que a empresa venderá sua unidade Organon BioSciences para a Schering-Plough por 11 bilhões de euros (US$ 14,4 bilhões) em dinheiro vivo. A Akzo Nobel também anunciou que recomprará 1,3 bilhão de euros de suas ações. O acordo contribuiu para uma alta de 5,4% da britânica Imperial Chemical Industries. Em Lisboa, o índice PSI 20 fechou em alta de 0,6%, impulsionado pelos ganhos da Portugal Telecom em meio aos persistentes rumores sobre uma nova oferta de compra pela empresa. A EDP subiu 0,7%. A maior queda foi a da Cimpor, que perdeu 2,4%, na expectativa dos resultados trimestrais que a empresa deve divulgar na quarta-feira. Em Madri, o IBEX 35 caiu 0,8% para 14.146,5 pontos. Endesa subiu 0,4%. A italiana Enel SpA firmou acordo de troca de ações com o Mediobanca para comprar mais 2,98% da Endesa. A transação eleva a participação da Enel na companhia espanhola para 24,99%, nível máximo permitido para que não seja obrigada a lançar uma oferta por toda a Endesa, como prevê a lei espanhola. As informações são da agência Dow Jones.

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