Bolsas da Europa fecham em baixa com crise espanhola; Madri cai 5,8%

Investidores reagiram mal à revisão para baixo, por Madri, das projeções para o PIB espanhol

Sergio Caldas, da Agência Estado,

20 de julho de 2012 | 14h30

As bolsas europeias fecharam em forte queda nesta sexta-feira, com a frágil situação econômica da Espanha gerando novas preocupações com a zona do euro. O índice Stoxx Europe 600 recuou 1,4% e encerrou o pregão aos 258,17 pontos, reduzindo o ganho na semana para 0,8%.

Embora os ministros das Finanças da área do euro tenham aprovado hoje formalmente o pacote de ajuda de até 100 bilhões de euros para o setor bancário da Espanha, com a liberação de uma parcela inicial de 30 bilhões de euros, os investidores reagiram mal à revisão para baixo, por Madri, das projeções para o PIB espanhol em 2013 e 2014. Também pesou a notícia de que a região espanhola de Valência vai buscar ajuda do governo federal para refinanciar sua dívida e o fato de o juro pago sobre títulos federais de 10 anos da Espanha ter superado o patamar crítico de 7%.

Não por acaso, o índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, teve o maior tombo do dia, ao cair 5,82%, fechando aos 6.246,30 pontos, na queda mais intensa em um único pregão desde que a crise na região se agravou em meio ao acordo de ajuda fechado com a Grécia, em maio de 2010. Na semana, a perda acumulada foi de 6,28%. Todas as ações negociadas na bolsa espanhola fecharam em baixa. As blue chips Telefónica, Santander e BBVA encerraram com quedas superiores a 7%.

Em Milão, o índice FTSE Mib apresentou o segundo pior desempenho, com um recuo de 4,38%, terminando aos 13.067,22 pontos. Na semana o índice italiano caiu 4,72%. Também neste caso, nenhuma empresa terminou no terreno positivo. A seguradora Generali teve a maior queda, de 8,8%. Entre os bancos, Banca Monte dei Paschi, UBI Banca, UniCredit, Mediobanca, Banco Popolare e Intesa Sanpaolo despencaram 6% ou mais.

A Bolsa de Londres terminou a sexta em uma situação melhor que a de outras praças europeias. De qualquer forma, o índice FTSE-100 sofreu uma forte queda de 1,09% e encerrou aos 5.651,77 pontos. O recuo na semana foi modesto, de 0,25%. As ações financeiras e de mineração tiveram uma fraca performance, com RBS e Rio Tinto perdendo 3,6% e 3%, respectivamente. A maior perda individual, no entanto, foi da Resolution, de 9,3%. A Vodafone, do setor de telefonia, caiu 1,7%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, caiu 2,14% para 3.193,89 pontos, mas garantiu uma alta moderada de 0,41% na semana. A Électricité de France (EDF) tombou 5,7% depois de ter sua recomendação reduzida pelo UBS, de neutro para venda. A EADS, por outro lado, avançou 3,9% depois de ser elevada pela Goldman Sachs, de neutro para compra.

Em Frankfurt, o índice Dax fechou com baixa de 1,90%, aos 6.630,02 pontos. Na semana, no entanto, o índice alemão avançou 1,11%. A Deutsche Telekom perdeu 4,1% depois de a rival Vodafone divulgar uma queda maior do que o esperado na receita. Já a Deutsche Post encerrou com perda de 1,9% depois de um de seus principais clientes, a Neckarmann.de, entrar com pedido de falência. As informações são da Dow Jones.

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