Bolsas da Europa fecham em baixa, com Oriente Médio

Os principais mercados de ações da Europa fecharam em queda, em dia marcado pela volatilidade, pela cautela diante da violência no Oriente Médio e pela incerteza quanto à direção das taxas de juro nos EUA e aos lucros das empresas. Entre as ações que caíram estavam as do setor de tecnologia, depois de a francesa Atos Origin anunciar que terá de rever para baixo sua projeção de receita para 2006. As incertezas que cercam os mercados favoreceram ações de setores defensivos, como saúde, produtos de higiene e energia. As ações das cervejarias subiram, depois de a holandesa Heineken elevar sua previsão de lucro para o ano. O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 19,3 pontos (0,34%), em 5.681,7 pontos. As ações das agências de apostas e jogos via internet caíram pelo segundo dia consecutivo, depois de o Departamento de Justiça dos EUA indiciar 11 pessoas e quatro empresas sob acusações de fraude (PartyGaming -17,2%, 888 Holdings -12,7%, Sportingbet -35,5%, Empire Online -8,7%). No setor de tecnologia, as ações da Sage caíram 3,08% e as da Logica recuaram 1,69%. As da cervejaria SABMiller subiram 1,44%, em reação ao anúncio da Heineken. No setor de mídia, as ações da British Sky Broadcasting caíram 4,34%, depois de a empresa lançar um serviço de internet de banda larga grátis para seus assinantes de televisão paga; a BSkyB também anunciou que vai investir 400 milhões de libras nesse serviço ao longo dos próximos três anos. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 encerrou com perda de 15,54 pontos (0,33%), em 4.734,54 pontos. As ações da Atos Origin caíram 17,63%, depois de seu alerta, e influenciaram outros papéis do setor de tecnologia (CapGemini -5,38%). As da EADS recuaram 2,27%, com os investidores ignorando declarações otimistas dos executivos da empresa durante a feira aeroespacial de Farnsborough. As ações da Gaz de France subiram 1,80% e as da Suez avançaram 1,52%, em meio à expectativa de que a fusão entre as duas empresas vá se concretizar. As da Vivendi avançaram 1,30%, depois de a empresa anunciar que não vai fazer uma oferta pela Pages Jaunes. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 20,11 pontos (0,37%), em 5.396,85 pontos. "os investidores estão perplexos neste momento, à luz dos acontecimentos no Oriente Médio, e isso os está tornando mais avessos a riscos", disse um operador. Ele observou que muitos participantes do mercado estão ausentes, por causa das férias de verão, e que somente o depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, no Congresso dos EUA, poderá superar as preocupações geopolíticas em importância. Entre as ações mais negociadas estavam Deutsche Telekom (-0,50%), Infineon (+0,48%), Deutsche Post (-1,58%) e ThyssenKrupp (-2,70%). No mercado de Milão, o índice S&P-Mib terminou o dia em baixa de 103 pontos (0,29%), em 35.183 pontos. Um operador disse que os investidores estão cautelosos devido à situação no Oriente Médio e que os preços do petróleo deverão continuar a subir ao longo de toda a semana. Entre os destaques do pregão estavam Alitalia (-2,27%), Banca Popolare di Milano (-3,14%) e Tenaris (-3,34%). Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 recuou 18,40 pontos (0,16%), em 11.161,00 pontos, com volumes reduzidos, em dia de poucas notícias sobre empresas locais. As ações da Sogecable, que divulgaria resultados depois do fechamento, caíram 1,15%. As ações do setor de mídia também caíram (Antena 3 -0,98%, Prisa -1,79%). As da Telepizza subiram 11,54%, em reação às propostas para a compra da empresa feitas pela Foodco Pastries Spain (do grupo Permira) e pela Medimosal (dos investidores Petro e Fernando Ballve). Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em baixa de 23,34 pontos (0,25%), em 9.357,69 pontos. As ações do Banco Comercial Português caíram 0,45%, as da Energias de Portugal recuaram 0,34% e as da Portugal Telecom subiram 0,10%. Segundo operadores, o mercado português deverá acompanhar as Bolsas dos EUA até o fim da semana; na próxima semana, o comportamento do mercado deverá ser determinado pelas reações aos informes de resultados dos bancos locais. As informações são da Dow Jones.

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