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Henry Nicholls/Reuters
Henry Nicholls/Reuters

Bolsas da Europa fecham em queda com avanço da covid; Nova York e Ásia ficam mistas

Países do continente europeu, em especial Portugal e Reino Unido, já são afetados pela variante Delta do coronavírus e registram alta nos casos

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2021 | 17h40

As Bolsas da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira, 28, com investidores monitorando o avanço do coronavírus em países do continente - notícia que também preocupou o mercado de Nova York, que hoje fechou misto. Na Ásia, os índices ficaram sem sentido único, com investidores à espera de dados das economias asiática e americana.

No mercado europeu, as atenções de voltaram para o avanço do coronavírus, diante da disseminação da variante Delta pelo mundo. O Reino Unido registrou hoje 22,8 mil novos casos da doença, o maior número diário desde janeiro. Já Portugal determinou novas medidas de restrição, na região de Lisboa, também por conta da varianete Delta.

O NateWest comenta em relatório que o número de casos na Europa Ocidental segue baixo, mas nota que as preocupações com a variante Delta têm aumentado. O banco cita Portugal como o país mais "preocupante", mas usa aspas na palavra e diz que o nível de casos nos países da região ainda é baixo, além de lembrar que as evidências até agora disponíveis mostram que as vacinas disponíveis são também eficazes contra essa cepa. %, 

Na agenda de indicadores, os preços de importados da Alemanha subiram 11,8% em maio, na comparação anual. O resultado é fruto em parte da base de comparação fraca, sem muita ligação com a inflação. Já o mercado asiático ficou à espera dos índices de atividade (PMIs) manufatureira da China e do Japão, que serão divulgados nos próximos dias.

A expectativa também é grande pelo relatório de emprego dos EUA, o chamado "payroll", que sai na próxima sexta-feira, 2, e tem influência decisiva nos rumos da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Bolsas da Europa

De olho no avanço da covid no continente, o Stoxx 600 fechou em queda de 0,59%, enquanto a Bolsa de Londres caiu 0,88%, Frankfurt cedeu 0,34% e Paris recuou 0,98%. Já Milão, Madri e Lisboa tiveram quedas de 1,11%, 1,99% e 0,01% cada.

Bolsas de Nova York

O mercado de Nova York fechou misto, com Dow Jones em queda de 0,44%, diante da baixa de 3,39% das ações da Boeing, com o avanço da covid no mercado europeu. Na contramão, S&P 500 e Nasdaq renovaram máximas históricas, com altas de 0,23% e 0,98% cada.

Bolsas da Ásia

Os índices asiáticos também fecharam sem sinal único. A Bolsa de Tóquio teve queda de 0,06%, enquanto Hong Kong caiu 0,07% e Seul teve baixa de 0,03%. Já os índices da China fecharam mistos, com Xangai em queda de 0,03% e Shenzhen em alta de 0,88%. Já Taiwan avançou 0,50%.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável nesta segunda, com baixa de 0,01%, num momento de endurecimento de medidas de restrição no país em função de um novo surto de covid.  

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa hoje, com os temores pela variante Delta do coronavírus, que levou a imposição de medidas de restrição pelo mundo, sugerindo riscos à retomada da demanda. Além disso, investidores aguardam a reunião ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) na próxima quinta-feira, dia 1, ocasião na qual são esperados sinais sobre a produção.

O WTI com entrega prevista para agosto fechou em queda de 1,54%, a US$ 72,91 o barril. Já o barril do Brent para setembro caiu 1,64%, a US$ 74,14. /MAIARA SANTIAGO, MATHEUS ANDRADE, GABRIEL BUENO DA COSTA E SÉRGIO CALDAS

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