Bolsas da Europa fecham majoritariamente em alta

Balanços ajudam, mas principal impulso às ações de empresas europeias foi Nova York, com índices de confiança positivos

Agencia Estado

14 de maio de 2013 | 14h16

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 14, beneficiadas pelo avanço dos índices acionários norte-americanos e por alguns balanços bons, como os do banco italiano Intesa Sanpaolo e da fabricante de aviões EADS. A forte demanda atraída pela emissão de bônus de dez anos do governo da Espanha também contribuiu para o tom positivo dos mercados.

O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,39%, para 305,66 pontos, encerrando a sessão no nível mais alto desde junho de 2008. No início do dia, as bolsas europeias foram pressionadas pela alta menor que a prevista no índice Zew de expectativas econômicas na Alemanha, que subiu para 36,4 em maio, ante previsão de 39,5. Por outro lado, a produção industrial da zona do euro cresceu 1,0% em março, a maior expansão mensal desde julho de 2011.

Mas o impulso maior às ações da Europa veio de Nova York. O índice de confiança das pequenas empresas dos EUA aumentou para 91,2 em abril, acima da expectativa de 91,0. Além disso, o gestor de fundos David Tepper, da Appaloosa Management, disse em entrevista à rede CNBC que está "definitivamente otimista" com o mercado e citou as melhoras nos mercados imobiliário e automobilístico dos EUA.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou na máxima, com alta de 0,72%, aos 8.339,11 pontos, um novo recorde. Deutsche Post subiu 3,9% depois de informar que seu lucro ajustado aumentou no primeiro trimestre deste ano e Commerzbank recuou 6,3% após oferecer novas ações com preço mais baixo do que o esperado.

Também encerraram os negócios no maior nível da sessão as bolsas de Londres, cujo índice FTSE 100 avançou 0,82%, para 6.686,06 pontos, e de Paris, com ganho de 0,53% no índice CAC-40, para 3.966,06 pontos. Na França especificamente, se destacaram a Renault (+4,1%) e a EADS (+3%), controladora da Airbus.

Em Madri, a alta do índice IBEX 35 foi relativamente menor, de 0,20%, para 8474,60 pontos, influenciada por pesos pesados como Telefónica (+0,6%) e Repsol (+0,9%). Na Bolsa de Milão, o índice FTSE Mib avançou 0,84%, para 17.315,25 pontos, com ajuda da Ferragamo (+3,9%), que teve um forte resultado no balanço do primeiro trimestre, e do Intesa Sanpaolo (+1,88%).

O mercado português foi o único a destoar entre os maiores da Europa. O índice PSI 20, das ações mais negociadas em Lisboa, teve forte queda de 3,01% e fechou aos 6.032,07 pontos. Segundo o site português Económico, pesaram a Portugal Telecom, que caiu 3% e nesta terça-feira foi negociada em ex-dividendo, e a Jerónimo Martins, que despencou 6% após seu segundo maior acionista vender metade da participação que detinha na empresa. As informações são da Dow Jones.

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