Bolsas da Europa recuam após previsões do FMI sobre zona do euro

Índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em queda de 0,78%, aos 288,16 pontos

16 de abril de 2013 | 13h53

As bolsas europeias fecharam em queda nesta terça-feira, 16, pela terceira sessão consecutiva. As projeções de crescimento divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e a queda maior do que a esperada do índice de expectativas econômicas da Alemanha pressionaram os índices. Os dados positivos dos Estados Unidos não foram suficientes para levantar as bolsas europeias, apesar de alguns índices terem se revezado entre os territórios positivo e negativo durante a sessão. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em queda de 0,78%, aos 288,16 pontos.

O FMI reduziu nesta terça-feira, 16, sua previsão de crescimento da zona do euro em 2013. O Fundo projeta uma contração de 0,3% no bloco este ano, ante previsão anterior de -0,1%. O FMI mantém a previsão de que os países da região vão se recuperar em 2014, crescendo 1,1%. A Alemanha deve ser o destaque e ter crescimento de 0,6% este ano, enquanto países como Itália e Espanha seguem se contraindo mais que o inicialmente esperado, respectivamente em 1,5% e 1,6%. No caso da Itália, a projeção foi revista para baixo em 0,4 ponto, pois em janeiro se esperava contração de 1,1%, por causa do caos político no país.

Também pesou sobre as bolsas a forte deterioração das expectativas econômicas na Alemanha em abril, em mais uma indicação de que a recuperação da maior economia da Europa está demorando mais do que o previsto. O índice de expectativas medido pelo instituto ZEW caiu para 36,3 neste mês, de 48,5 em março. O resultado ficou abaixo da previsão dos economistas, de 43,0, e representa a primeira queda no indicador em cinco meses.

Os dados positivos dos EUA não animaram os investidores europeus. A construção de novas residências no país aumentou para o nível mais alto desde junho de 2008, um sinal que a recuperação do mercado imobiliário continuará a impulsionar a economia. As construções de casas iniciadas subiram 7% em março, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 1,04 milhão. Enquanto isso, a produção industrial dos EUA subiu 0,4% em março ante o mês anterior, acima da previsão de analistas, que esperavam aumento de 0,2%.

"Apesar dos dados melhores do que os esperados nos EUA, as negociações permaneceram negativas na Europa", disse um trader. Nesse cenário, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt caiu 0,39% e fechou a 7.682,58 pontos, após uma sessão volátil. A E.ON caiu 5% e a RWE recuou 2,2%. Já as ações da Deutsche Lufthansa subiram 2,6%, impulsionadas pela queda nos preços do petróleo, segundo um trader. Os papeis dos bancos também se valorizaram após resultados melhores que o esperado do Goldman Sachs: Commerzbank ganhou 2% e Deutsche Bank, 0,4%.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE perdeu 0,62%, encerrando o dia a 6.304,58 pontos, um pouco acima das mínimas da sessão. Pesou sobre o índice a redução da previsão do FMI de crescimento do Reino Unido em 2013 e 2014, para 0,7% e 1,5%, respectivamente, de 1,0% e 1,8%. Segundo o Fundo, o país deveria ajustar o ritmo de suas medidas de austeridade. As mineradores se recuperaram após as perdas de ontem: Fresnillo (+7.5%), ENRC (+3.7%), Randgold Resources (+2.8%).

Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,67% e fechou a 3.685,79 pontos. As ações da LVMH lideraram as perdas, caindo 3,8% após o anúncio de que as vendas da marca Louis Vuitton no primeiro trimestre decepcionaram. Gemalto e STMicro também caíram, 3,2% e 0,2%, respectivamente, após comentários negativos do UBS.

Já a Bolsa de Lisboa caiu 1,28%, tendo o pior desempenho da sessão, e fechou a 5.803,91 pontos. A Bolsa de Madri teve queda de 0,82%, a 7.948,70 pontos. E o índice FTSE-Mib da Bolsa de Milão perdeu 0,61% e fechou a sessão a 15.533,04 pontos. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Europabolsasfechamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.