Bolsas da Europa refletem cautela com reunião do Fed

As bolsas europeias fecharam novamente sem direção única nesta terça-feira, 21, pela segunda sessão consecutiva. Os investidores demonstram cautela antes da tão esperada quarta-feira de agenda cheia, especialmente no Federal Reserve. No fim da sessão, a fala do presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, expressando apoio às compras de bônus pelo banco central norte-americano, ajudou as bolsas europeias. A Bolsa de Londres fechou no nível mais alto desde dezembro de 1999 após o Reino Unido registrar a menor inflação desde setembro de 2012, o que abre espaço para mais estímulos do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

Agencia Estado

21 de maio de 2013 | 13h22

O mercado reduz o ritmo e se prepara para o que já está sendo chamado de "quarta-feira do Fed": o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, participa de uma audiência pública no Congresso dos Estados Unidos e também será divulgada a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Bullard, no entanto, ajudou as bolsas ao expressar apoio às compras de bônus pelo banco central norte-americano. O dirigente, que tem poder de voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), afirmou que a reação do mercado financeiro mostra que as compras de bônus são eficientes e que as compras ajustáveis são a melhor política para o Fed.

Ainda nesta quarta-feira, 22, o BoE também publica a ata da mais recente reunião de política monetária. Ao contrário dos EUA, o Reino Unido pode ter mais estímulos à frente. No fim de semana, o presidente do BC inglês, Mervyn King, reconheceu que a situação econômica britânica está melhorando, mas ainda é insuficiente. Hoje, o governo britânico anunciou que a inflação ao consumidor ficou em 2,4% no acumulado de 12 meses até abril. O número ficou abaixo das previsões de 2,6% e representa a menor inflação desde setembro de 2012. As declarações de King e os números abaixo do esperado na inflação abrem espaço para que o BC inglês tome novas medidas de estímulo à economia.

Na Espanha, foram vendidos nesta manhã 3,511 bilhões de euros (US$ 4,51 bilhões) em títulos de três e nove meses, ligeiramente mais que o máximo pretendido de 3,5 bilhões de euros. No entanto, o yield (retorno ao investidor) dos papéis mais curtos aumentou em relação ao resultado do último leilão comparável.

Em Londres, o índice FTSE teve alta de 0,71%, a melhor performance do dia, e encerrou a sessão a 6.803,87 pontos, na máxima intraday e no nível mais alto desde dezembro de 1999, quando o índice atingiu sua máxima histórica de fechamento. A Capita avançou 5,9% após anunciar um novo contrato de serviços com a O2. Burberry e Marks & Spencer tiveram alta de 5,3% e 6,2%, respectivamente, depois de apresentarem balanços positivos.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 avançou 0,33% e fechou a 4.036,18 pontos, também na máxima da sessão. As ações do Crédit Agricole recuaram 1,4%, enquanto a Technip ganhou 3,7%.

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt ganhou 0,19%, fechando a 8.472,20 pontos, após atingir o nível recorde intraday de 8,476 pontos. A Infineon liderou os ganhos, avançando 2,9%, seguida pela E.ON (+2,1%) e BASF (+1,9%).

Já os outros índices foram na direção oposta. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, perdeu 0,45% e fechou a 17.427,47 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 caiu 0,60%, a 8.464,50 pontos. E na Bolsa de Lisboa o índice PSI-20 recuou 0,31%, fechando a 6.050,42 pontos. As informações são da Dow Jones.

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