Bolsas da Europa sobem após discurso de vice do Fed

Futura presidente do banco central americano afirmou que a política monetária continuará relaxada por algum tempo

Agencia Estado

14 de novembro de 2013 | 15h53

As Bolsas europeias fecharam em alta nesta quinta-feira, 14, depois de a vice-presidente do Federal Reserve norte-americano, Janet Yellen, dizer na audiência de sua confirmação pelo Senado como próxima presidente do Fed que a política monetária continuará relaxada por algum tempo. Os mercados abriram em alta, acompanhando os ganhos da Bolsa de Tóquio durante a madrugada, mas passaram a recuar depois da divulgação de dados fracos do PIB da zona do euro e de seus países membros no terceiro trimestre e refletindo a decepção com os dados da balança comercial dos EUA em setembro. Eles passaram a subir no final da sessão, depois de iniciado o depoimento de Yellen no Senado norte-americano.

O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 36,13 pontos (0,54%), em 6.666,13 pontos. O Xetra-DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 94,83 pontos (1,05%), em 9.149,66 pontos. O CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 43,97 pontos (1,04%), em 4.283,91 pontos. O FT-Mib, da Bolsa de Milão, fechou em alta de 27,76 pontos (0,15%), em 18.760,78 pontos. O Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou em alta de 33,50 pontos (0,35%), em 9.708,70 pontos. O PSI-20, da Bolsa de Lisboa, fechou em alta de 2,06 pontos (0,03%), em 6.324,35 pontos.

"O discurso de Yellen colocou em destaque o caráter ''dovish'' de sua abordagem inicial", comentou Julian Chillingworth, da Tathbones.

Sobre os dados fracos do PIB da zona do euro, o estrategista Stephen Walker, da Ashcourt Rowan, observou que eles reforçam a expectativa de que os programas de estímulo do Banco Central Europeu (BCE) serão mantidos por mais tempo. "O corte das taxas de juro da semana passada deixaram muito claro o que o BCE pensa sobre a recuperação na zona do euro. Há forças deflacionárias potentes que o banco está tentando combater, mas, ainda assim, não há crescimento. A Alemanha mal está crescendo e ela tem sido a força da zona do euro; e a França está estagnada. Algo como uma nova operação de refinanciamento de longo prazo é a coisa mais provável que o BCE fará", acrescentou.

Entre as ações de empresas que divulgaram resultados, os destaques foram Zurich Insurance (+2,5%), OHL (-4%), Ahold (-5%), Bouygues (+6,2%) e Burberry (+1,9%). As ações do BNP Paribas subiram 2,9%, depois de o banco anunciar um acordo para a compra da participação de 25% do governo da Bélgica na unidade local do grupo Fortis.

Os mercados também operaram na expectativa de indicadores importantes que saem na sexta-feira, 15: o índice de preços ao consumidor da zona do euro e a produção industrial dos EUA. (Renato Martins, com informações da Dow Jones Newswires)

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