Bolsas da Europa sobem com balanços

As bolsas européias avançam, com os papéis das mineradoras, da Basf e da Nestlé atraindo investidores para as compras. O mercado acionário italiano acompanha o ritmo das demais bolsas, pouco abalado com a renúncia do primeiro-ministro ontem. Apenas as ações da Alitalia perderam com o notícia, com temores de que a saída de Romano Prodi prejudique o processo de privatização da companhia aérea. Às 10h04 (de Brasília), o índice FT-100, de Londres, subia 0,56%; o índice Xetra-DAX, de Frankfurt, operava em alta de 0,76%; e o CAC-40, de Paris, ganhava 0,51%. O índice Mibtel, da Bolsa de Milão, avançava 0,59%. As ações da Nestlé avançaram depois de a companhia anunciar que seu lucro cresceu 14% em 2006, para 9,2 bilhões de francos suíços (US$ 7,45 bilhões), a partir de expansão de 8% nas vendas para 98,46 bilhões de francos. O lucro superou o previsto. Já os papéis da Basf, a indústria química alemã, tiveram incremento de mais de 5%, com a divulgação de lucro recorde em 2006 e elevação do dividendo. O lucro do grupo subiu 6,9% no ano passado para 3,22 bilhões de euros (US$ 4,24 bilhões), enquanto as vendas avançaram 23,1% para 52,61 bilhões de euros. A Basf anunciou também que irá recomprar 3 bilhões de euros em ações durante 2007 e 2008. Na bolsa londrina, os destaques eram os papéis das mineradoras e da BAE Systems, que anunciou resultado melhor. Os papéis da Xstrata e da Kazakhmys operavam sustentados por um movimento de recuperação de preços e avanço ontem dos metais básicos. Os papéis da BAE Systems, do setor de defesa, avançaram depois de a companhia informar que seu lucro saltou para 1,64 bilhão de libras esterlinas em 2006 (US$ 3,2 bilhões), de 553 milhões de libras no ano anterior, enquanto as receitas avançaram 11,9% para 12,33 bilhões de libras. A companhia antecipou bom crescimento de seu resultado em 2007, liderado pelas operações norte-americanas, particularmente em sua divisão de armamentos. Em Paris, as ações da seguradora AXA avançaram quase 3%, com a divulgação de aumento de 18% em seu lucro em 2006. As informações são da Dow Jones.

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