Bolsas da Europa sobem com sinal de estímulos econômicos

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta, apesar do fraco desempenho das duas maiores economias da região no segundo trimestre, que fez com que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro ficasse estável em relação aos três primeiros meses de 2014. Com a retração de 0,2% na economia alemã e a variação nula da economia francesa no período, a percepção de que o Banco Central Europeu (BCE) terá que reforçar os estímulos monetários ganhou força e alimentou os negócios no mercado acionário.

FRANCINE DE LORENZO, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

14 de agosto de 2014 | 13h53

Tal avaliação foi intensificada pelos dados de inflação da zona do euro, que não afastam o perigo de deflação. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do bloco subiu apenas 0,4% nos 12 meses encerrados em julho, permanecendo muito abaixo da meta oficial de inflação do BCE, que é de taxa ligeiramente inferior a 2,0%.

Em Frankfurt, o índice DAX avançou 0,29%, para 9.225,10 pontos, enquanto em Paris, o CAC-40 subiu 0,25%, para 4205,43 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI-20 subiu 1,02%, para 5.507,64 pontos, após o PIB do país crescer 0,8% entre o primeiro e o segundo trimestres.

Já na Itália e na Espanha houve perdas, com o Ibex-35 da Bolsa de Madri caindo 0,09%, para 10.294,80 pontos e o FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, recuando 0,29%, para 19.480,96 pontos. As ações do setor financeiro foram as que mais sofreram, dentre elas Unicredit (-1,85%), Monte dei Paschi di Siena (-2,06%), Intesa Sanpaolo (-1,21%), Santander (-0,25%), Banco Bilbao Viscaya (-0,51%) e Banco Popular Espanhol (-1,30%).

As declarações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que está fazendo tudo que pode para "conter o derramamento de sangue na Ucrânia" refletiu no mercado acionário. As ações das francesas Renault e Valeo, que contam com presença significativa na Rússia, subiram 1,14% e 1,49%, respectivamente, em Paris após Putin se pronunciar na Crimeia, região ucraniana anexada pelos russos em março. Já os papéis da alemã ThyssenKrupp subiram 0,54% em Frankfurt, depois que a companhia elevou sua previsão de ganhos em 2014.

No Reino Unido, a alta de 2,05% nas ações do HSBC ajudaram a impulsionar o FTSE-100, que fechou com valorização de 0,43%, aos 6.685,26 pontos.

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