Bolsas da Europa sobem em reação à emprego nos EUA

O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 54,8 pontos (0,91%), em 6.091,7 pontos. O mercado reagiu positivamente aos dados do nível de emprego nos EUA em abril; o número de postos de trabalho criados ficou abaixo das previsões, o que fez diminuírem as expectativas de que o ciclo de apertos monetários do Federal Reserve (banco central dos EUA) se prolongue muito mais. Esse fator contrabalançou a turbulência política no Reino Unido, onde o ministro do Interior, Charles Clarke, viu-se obrigado a renunciar. O destaque do pregão foi Alliance & Leicester, com alta de 6,95%, depois de o jornal City AM dizer que há negociações para a empresa ser adquirida pelo Banco Santander central Hispano, da Espanha, por £ 6,5 bilhões (o francês Crédit Agricole já ofereceu £ 5,8 bilhões pela A&L). Outras ações do setor financeiro também subiram, devido a especulações sobre fusões (Bradford & Bingley +5,11%, Lloyds TSB +1,04%, Northern Rock +1,36%). As ações das mineradoras também subiram, em reação à alta dos preços dos metais e ao informe de resultados da AngloGold Ashanti (Anglo American +3,17%, Antofagasta +3,58%BHP Billiton +2,44%, Xstrata +4,98%). Na semana, o FT-100 acumulou uma alta de 1,14%. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 52,70 pontos (1,01%), em 5.286,40 pontos (nível mais alto desde julho de 2001). O mercado francês também reagiu ao fraco número de postos de trabalho criados nos EUA em abril. As ações da Bouygues subiram 4,73%, em reação aos informes de resultados de outras empresas dos setores de construção e materiais (Vinci +2,22%, Eiffage +5,7%). As da Sanofi-Aventis, do setor farmacêutico, caíram 0,98%; o lucro da empresa no primeiro trimestre superou as previsões, mas o mercado mostrou decepção com o fato de a empresa não ter elevado sua projeção de lucros para todo o ano. Na semana, o CAC acumulou uma alta de 1,89%. Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em alta de 73,97 pontos (1,22%), em 6.113,29 pontos. A alta foi atribuída à influência da abertura positiva das Bolsas dos EUA. Um analista observou que o mercado alemão parece ter perdido o impulso, tendo em vista a volatilidade verificada depois de o DAX ter superado pela primeira vez os 6 mil pontos, no começo de abril. As ações da ThyssenKrupp subiram 6,99%, depois de a empresa elevar sua projeção de lucros. As da Beiersdorf subiram 3,23% e as da Epcos avançaram 10,03%, em reação aos informes de resultados divulgados ontem. As da E.On caíram 6,31%. Na semana, o DAX acumulou uma alta de 1,72%. O índice S&P-Mib, da Bolsa de Milão, fechou em alta de 263 pontos (0,69%), em 38.399 pontos. O mercado reagiu à abertura positiva das Bolsas norte-americanas. No setor bancário, as ações do Intesa subiram 1,98%, em reação ao informe de que o Capitalia manterá sua participação de 2% na instituição. As ações da Telecom Italia, que divulga resultados na próxima segunda-feira, subiram 0,62%. Na semana, o S&P-Mib acumulou uma alta de 1,66%. Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em alta de 105,90 pontos (0,89%), em 12.034,40 pontos. Segundo operadores, a alta foi liderada pelas ações dos setores elétrico e imobiliário (Unión Fenosa +2,91%, Metrovacesa +2,41%, Albertis +2,66%). Na semana, o Ibex acumulou uma alta de 1,19%. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 25,90 pontos (0,26%), em 10.015,29 pontos. A baixa foi atribuída ao desempenho fraco de blue chips (empresas com ações de primeira linha) como Banco Comercial Português (-0,41%), Energias de Portugal (-0,32%) e Portugal Telecom (-1,10%). Na semana, o PSI-20 acumulou uma queda de 0,37%. As informações são da Dow Jones.

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