Daniel Leal-Olivas|AFP
Daniel Leal-Olivas|AFP

Bolsas da Europa têm novo dia de alta

Apesar da melhora do humor no mercado acionário europeu, as projeções para o crescimento da economia do Reino Unido pioraram

O Estado de S.Paulo

29 Junho 2016 | 23h45

Os principais índices acionários da Europa fecharam a sessão desta quarta-feira, 29, em alta. Os ganhos refletem a calma dos investidores após dias de quedas intensas que sucederam a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.

O principal índice da Bolsa de Londres, o FTSE 100, fechou o dia com valorização de 3,58%. A Bolsa de Paris, na França, subiu 2,60%, e em Frankfurt, na Alemanha, a alta foi de 1,75%. Embora o mercado acionário tenha melhorado nos últimos dias, as previsões de crescimento para o Reino Unido estão em queda.

Uma pesquisa realizada pela consultoria britânica Consensus Economics mostra que, após o resultado do referendo da semana passada, o mercado financeiro cortou as previsões para o crescimento de 2016 em 0,5 ponto porcentual. Para 2017, o efeito negativo do Brexit tende a ser ainda mais intenso e a previsão de expansão da atividade foi reduzida em 1,7 ponto.

Dez dias antes do referendo britânico, a pesquisa da Consensus Economics, que consultou grandes instituições financeiras, empresas, consultorias e acadêmicos, indicava expectativa de crescimento da economia britânica em 1,9% em 2016. Ontem, a mesma consulta mostrava previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,4%. Para 2017, a estimativa caiu de 2,1% para 0,4%.

A previsão para o crescimento do Reino Unido também piorou pelo aumento de incertezas, o que deve provocar uma queda no investimento. Segundo a agência de classificação de risco Fitch, as empresas estão enfrentando um aumento da incerteza em três frentes distintas: o futuro da relação comercial do Reino Unido com a UE, o quadro de regulamentos e a incerteza política doméstica, incluindo o futuro da Escócia. Essas incertezas vão levar as empresas a adiarem decisões de investimento e de contratações.

Em meio a esse cenário, “esperamos que o investimento caia até 5% em 2017 e que em 2018 seja 15% menor do que o anteriormente esperado em maio de 2016”, disse a Fitch. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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