Bolsas de Londres, Paris e Milão têm leve alta

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam em alta nesta terça-feira, mostrando uma melhora no clima na comparação aos últimos dias. As exceções foram a bolsa de Frankfurt e a de Lisboa, que encerraram com perda. Em Londres, o índice FT-100 fechou com elevação de 4,9 pontos (0,08%), em 5.846,2 pontos. O mercado abriu em baixa, mas recuperou terreno, depois de o FT-100 ter perdido 5% nos cinco pregões anteriores. Segundo operadores, as altas das ações dos setores farmacêutico e bancário contrabalançaram a debilidade dos setores ligados a commodities. "Tivemos três ou quatro dias em que o mercado sofreu uma correção muito forte, mas eu não ficaria surpreso se tivermos um pequeno movimento de alta", comentou Ted Scott, da Foreign & Colonial Asset Management. Entre os destaques positivos do pregão estavam AstraZeneca (+1,75%), GlaxoSmithKline (+1,45%) e HSBC (+1,74%). As ações das mineradoras caíram, em reação à baixa dos preços dos metais (Anglo American -2,94%, Antofagasta -1,98%, BHP Billiton -1,81%, Rio Tinto -2,01%, Xstrata -4,85%). Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 16,84 pontos (0,33%), em 5.081,69 pontos. O mercado recuperou terreno hoje, após três dias de quedas, impulsionado pelo índice de preços ao produtor e pelo indicador de novas construções de residências nos EUA, que aliviaram as preocupações quanto à inflação. As ações da Sanofi-Aventis subiram 2,78%, depois de a FDA norte-americana dar sinal verde para a comercialização para um medicamento contra insônia. As do Carrefour avançaram 2,26%, depois de elevação de recomendação pela Lehman Brothers e em reação ao informe de resultados da rival Wal-Mart. As da EADS, do setor de tecnologia militar e aeronáutica, caíram 5,59%, em reação a seu informe de resultados. Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 5,11 pontos (0,09%), em 5.851,92 pontos. Um operador disse que a divulgação do índice de preços ao produtor dos EUA não teve impacto no mercado alemão. Para ele, o DAX poderia ter fechado em alta, acompanhando a abertura positiva do índice Dow Jones nos EUA, caso tivesse se mostrado capaz de sustentar o nível de suporte de 5.862 pontos. O próximo nível de suporte estaria em 5.793 pontos e o de resistência em 5.911 pontos. As ações da ThyssenKrupp caíram 2,92%, acompanhando as baixas do setor siderúrgico em outras bolsas; as da Deutsche Post subiram 0,66%, em reação a seu informe de resultados. Nesta quarta-feira o mercado estará atento ao índice de preços ao consumidor dos EUA e aos dados dos estoques norte-americanos de petróleo na semana passada. Em Milão, o índice S&P-Mib terminou com ganho de 68 pontos (0,18%), em 37.540 pontos, refletindo a abertura "de lado" das Bolsas dos EUA. No setor financeiro, as ações do Monte dei Paschi di Siena caíram 2,09%, em reação a seu informe de resultados; as do Capitalia recuaram 2,01%, devido à realização de lucros. Segundo os operadores, a volatilidade deverá crescer nos próximos dias, devido à expectativa em torno da composição do gabinete de ministros do premier Romano Prodi. Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 terminou com avanço de 8,20 pontos (0,07%), em 11.595,90 pontos. Assim como em Milão, o mercado madrilenho operou "de lado", refletindo o comportamento das Bolsas norte-americanas. As ações da Endesa, do setor elétrico, subiram 1,03%, em reação a seu informe de resultados. As da Unión Fenosa avançaram 1,19%. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou em queda de 113,48 pontos (1,15%), em 9.715,89 pontos. O índice foi pressionado pelo fato de várias ações terem ficado ex-dividendo hoje, disseram operadores. As ações da Portugal Telecom subiram 0,21%, as do Banco Comercial Português caíram 0,43% e as da Energias de Portugal fecharam no mesmo nível de ontem. As informações são da Dow Jones.

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