Bolsas de Nova York abrem em queda

Às 10h41 (de Brasília), o Dow Jones registrava queda de 0,15%, o Nasdaq cedia 0,09%e o S&P 500 caia 0,10%

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

30 de agosto de 2010 | 10h24

As bolsas norte-americanas abriram em queda, diante das dúvidas dos investidores sobre se os bancos centrais conseguirão impulsionar a economia global, após a morna reação dos mercados à decisão do Banco do Japão (BOJ, o banco central do país) de flexibilizar mais sua política monetária.

Às 10h41 (de Brasília), o índice Dow Jones registrava queda de 0,15% aos 10.135,97 pontos, o Nasdaq cedia 0,09% para 2.151,62 pontos e o S&P 500 caia 0,10% aos 1.063,53 pontos.

Os investidores foram confortados na sexta-feira pelas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, de que o banco central fará o que for preciso para incentivar a recuperação econômica, que mostra sinais de desaceleração nas últimas semanas. Também, o PIB do segundo trimestre, divulgado na sexta-feira, animou os mercados.

Esta manhã, o Departamento do Comércio disse que o gasto com consumo subiu 0,4% em julho, em linha com a previsão dos economistas, enquanto a renda cresceu 0,2%, menos do que se esperava (+0,3%).

De modo geral, o que orienta os mercados hoje é o discurso de Bernanke na sexta-feira, quando deu detalhes sobre o que o Fed fará se a economia continuar a se deteriorar, disse o estrategista macroeconômico do Saxo Bank, Mads Koefoed.

"E então o Banco do Japão decidiu ajudá-lo", acrescentou. Estes dois eventos inicialmente alimentaram o apetite por ativos considerados de risco, como as ações, de acordo com Koefoed.

Em reunião de emergência o conselho do Banco do Japão aprovou por 8 votos a 1 a oferta de mais 10 trilhões de ienes (US$ 117,98 bilhões) em empréstimos de seis meses para as instituições financeiras, além dos 20 trilhões de ienes em empréstimos de três meses que já haviam sido oferecidos anteriormente. O iene e a Bolsa de Tóquio reagiram com moderação.

O conselho de administração da Genzyme Corp. rejeitou novamente a oferta de compra de US$ 18,5 bilhões feita pela Sanofi-Aventis no domingo, apesar de a companhia norte-americana ter dado a impressão que deixou a porta aberta para conversações futuras a partir de um aumento da proposta.

A Intel, maior fabricante de semicondutores do mundo, concordou em comprar a unidade sem fio da alemã Infineon Technologies por 1,1 bilhão de euros (US$ 1,4 bilhão) em dinheiro, anunciaram as companhias em um comunicado em conjunto. Com o negócio, a Inter fortalecerá significantemente sua posição em uma área, na qual teve limitado sucesso no passado.

Já a disputa pela 3Par parece estar chegando ao final. No sábado, a 3Par disse que seu Conselho de Diretores informou a Dell da intenção da companhia de romper as negociações de aquisição em três dias úteis, quando pretende entrar em um novo acordo com a HP, que fez uma oferta superior à armazenadora de dados. Durante esse período, a Dell terá o direito de apresentar uma proposta similar ou superior à da HP.

A 3M, por sua vez, informou que poderia comprar a empresa Cogent por US$ 943 milhões para fortalecer a tecnologia de emissão de credenciais de segurança e de sistemas de autenticação identificação do conglomerado. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.