Bolsas de Nova York caem após perdas em commodities

As bolsas de Nova York fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, nas mínimas da sessão, seguindo as acentuadas perdas no mercado de commodities, após dados dos EUA e da China virem abaixo das expectativas. As ações de setores ligados às commodities lideraram as perdas, principalmente os papeis de energia e mineração.

Agencia Estado

15 de abril de 2013 | 17h21

O Dow Jones perdeu 265,86 pontos (1,79%) e fechou a 14.599,20 pontos. O índice teve a maior queda em pontos em um dia desde 7 de novembro do ano passado. O S&P 500 recuou 36,49 pontos (2,30%) e fechou a 1.552,36 pontos. O Nasdaq fechou com queda de 78,46 pontos (2,38%), a 3.216,49 pontos.

Os dados do China piores que o esperado puxaram os mercados em geral para baixo. O país registrou um crescimento de 7,7% no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período do ano anterior, em comparação com as expectativas do mercado de uma expansão de 8%. A produção industrial chinesa cresceu 8,9% em março ante o mesmo mês do ano anterior, desacelerando de uma taxa média de 9,9% de expansão nos dois primeiros meses do ano. O resultado de março ficou abaixo do crescimento de 10,0% previsto por economistas.

As commodities e o mercado acionário foram prejudicados pelos dados. O ouro teve hoje a maior queda desde a década de 1980 e fechou no menor nível em dois anos, após o metal precioso sofrer uma onda de vendas pela segunda sessão consecutiva. Já o petróleo fechou no menor nível do ano. Segundo Jeffrey Sica, do SICA Wealth Management, a queda correspondente no mercado de ações pode ser um sinal de que os grandes fundos de investimento estão vendendo suas participações para cobrirem suas perdas.

Também pesou sobre o mercado acionário norte-americanos dados piores que o esperado dos EUA. O índice Empire State de atividade industrial do Fed de Nova York caiu para 3,05 em abril, de 9,24 em março, abaixo da previsão de 7,5. Além disso, o índice de confiança das construtoras caiu pelo terceiro mês consecutivo em abril, para 42, de 44 em março. Antes disso, o índice vinha crescendo por dez meses seguidos. O resultado, o mais baixo desde outubro, contrariou as expectativas de analistas, que previam um pequeno avanço do índice, para 45.

Por outro lado, o resultado do Citigroup no primeiro trimestre deste ano superou as expectativas e um leilão de ofertas pela Sprint Nextel provocou um alívio temporário nas preocupações macroeconômicas. O lucro líquido do Citigroup subiu 30% no primeiro trimestre deste ano, para US$ 3,8 bilhões (US$ 1,23 por ação), de US$ 2,9 bilhões (US$ 0,95 por ação) no mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, a receita cresceu para US$ 20,5 bilhões, de US$ 19,4 bilhões. As ações do Citigroup fecharam com alta de 0,20%.

E as ações da Sprint Nextel avançaram 13,75% após a provedora de TV a cabo Dish Network fazer uma proposta de US$ 25,5 bilhões pela compra da companhia, em um esforço para desbancar a japonesa Softbank, que ofereceu comprar 70% da Sprint por US$ 20,12 bilhões. Já as ações da Dish recuaram 2,29%. Na Europa, as bolsas também fecharam em queda hoje, seguindo a baixa generalizada dos mercados. Londres caiu 0,64%, Frankfurt perdeu 0,41%, Paris recuou 0,50% e Milão teve desvalorização de 0,96%. As informações são da Dow Jones.

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