Bolsas de Nova York caem com varejistas e petróleo

As bolsas de Nova York abriram em queda, na véspera da divulgação de um importante dado - o número de vagas criadas nas empresas dos Estados Unidos em março -, amanhã. A expectativa com relação ao indicador mais a alta no preço do petróleo e o aumento dos metais, são alguns dos motivos que afetam os negócios norte-americanos nesta manhã, segundo operadores. Às 10h51, o Dow Jones caía 0,01%, o Nasdaq recuava 0,50% e o S&P 500 apresentava queda de 0,15%. O dado de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada foi renegado ao segundo plano. O número de solicitações caiu 5 mil, ante a previsão de aumento de 3 mil, segundo o Departamento do Trabalho. Mas o dado não desviou a atenção do número do mercado de trabalho amplo que sairá amanhã e está envolvido em projeções favoráveis. As varejistas concentravam as atenções, anunciando seus resultados de vendas no chuvoso mês de março, que não teve também o suporte da Páscoa, que cai em abril neste ano. Antes da abertura, a Wal-Mart Stores, líder mundial no varejo, informou que suas vendas nos EUA avançaram 1,4% em março, o menor crescimento em quase um ano. O resultado ficou próximo do estimado pela companhia de crescimento de 1% a 3%, mas superou a expansão de 1,2% traçada por analistas. A empresa previu que suas vendas em lojas abertas há um ano devem subir entre 4% e 6%, em abril. De Segundo a gigante do varejo, a Páscoa tardia e o clima chuvoso em grande parte do país fizeram os consumidores conter seus gastos. No pré-mercado, as ações da companhia subiam 0,4%. A Target, concorrente direta da Wal-Mart, previu crescimento de 9% a 11% de suas vendas mesmas lojas, critério que reflete o movimento de lojas com mais de um ano - para abril. Em março, as vendas mesmas lojas subiram 2,2%. A BJ Clube de Atacado registrou aumento de 3,1% em suas vendas mesmas-lojas em março, acima das estimativas dos analistas. Outro desempenho de destaque era a da Bebe Stores, cuja ação subia 6,8%. As vendas mesmas lojas da empresa avançaram 4,1%, em março, superior ao previsto. Os papéis da 3M tiveram expansão de 3,2%, no pré-mercado. A empresa, cuja ação é componente do índice Dow Jones, melhorou a sua perspectiva financeira para o primeiro trimestre, prevendo lucro de US$ 1,15 a US$ 1,16 por ação para o período, acima das previsões anteriores de lucro entre US$ 1,10 e US$ 1,14 por ação. As duas projeções incluem os custos antecipados com opções de ações. Outra empresa componente do Dow Jones, a Merck sofria perdas de 4,1%, no pré-mercado, após uma decisão judicial dividida. A companhia foi julgada culpada e terá que pagar US$ 4,5 milhões para um homem de New Jersey, que teria tido um ataque do coração associado ao uso prolongado do Vioxx. No entanto, a Corte de New Jersey não julgou a empresa culpada de ataque cardíaco em um outro homem - Thomas Cona, que argumentava que usou o Viox por dois anos antes de ter tipo seu problema. A Merck retirou o Viox do mercado em 2004, após estudos mostrarem que o remédio dobrava o risco de ataques cardíacos quando era usado por um período de 18 meses. As ações da Bed Bath & Beyond subiam 6,6%, após a varejistas de móveis ter elevados sua previsão de lucro para o atual ano fiscal. A Apple mantinha-se em alta (1,9%) no pré-mercado, após ter disparado 9,9% ontem. As informações são da Dow Jones.

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