Bolsas de Nova York caem; crédito imobiliário em alerta

Os principais índices de ações das Bolsas de Nova York abriram em queda esta manhã, pressionados pelas preocupações com o mercado de crédito imobiliário "subprime" (clientes de maior risco, que pagam taxas de juros mais elevadas nos financiamentos) e pelo dado de fevereiro de vendas no varejo abaixo do esperado. O alerta da Texas Instruments sobre suas projeções de resultados também prejudica as negociações. Às 11 horas (de Brasília), o índice Dow Jones registrava perda de 0,49%. O índice Nasdaq caía 0,41%. A New Century Financial, segunda maior empresa de concessões de empréstimos imobiliários "subprime" nos EUA, informou hoje que a SEC (comissão de valores mobiliários norte-americana) está conduzindo uma investigação preliminar na companhia. A empresa disse que recebeu uma intimação para comparecer em juízo ao Escritório da Procuradoria dos EUA do Distrito Central da Califórnia. Além disso, a New Century afirmou que deve ao Credit Suisse US$ 500 milhões a mais do que o informado inicialmente. As ações da empresa foram suspensas da negociação na Bolsa de Nova York. Também no mercado de hipotecas "subprime", a Accredited Home Lenders informou que está em negociação com seus credores - as instituições bancárias que financiam suas operações - para renegociar suas dívidas. As ações da companhia despencaram 46% no pré-mercado. No front macroeconômico, o Departamento do Comércio dos EUA informou que as vendas do varejo nos EUA cresceram 0,1% em fevereiro, abaixo do esperado pelos economistas, que previam aumento de 0,3% nas vendas no varejo geral. Após a divulgação do dado, o dólar ampliou sua queda ante o iene e o euro. No lado positivo, o banco de investimentos Goldman Sachs anunciou que os lucros do primeiro trimestre cresceram para US$ 3,2 bilhões, de US$ 2,48 bilhões no ano anterior. Os resultados superaram as expectativas de Wall Street e as ações do banco subiam 1,2% no pré-mercado. Ainda no setor financeiro, as ações do Citigroup perdiam 0,7% após aumentar a oferta pela japonesa Nikko Cordial. As informações são da Dow Jones.

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