Bolsas de Nova York devem abrir sem fôlego para Fed e G-20

Pesada agenda desta semana deverá impactar nos negócios entre investidores  

Luciana Antonella Xavier, correspondente,,

31 de outubro de 2011 | 11h30

As bolsas devem abrir em queda nesta segunda-feira em Nova York, mostrando estar sem fôlego para enfrentar a pesada agenda desta semana, que conta com reunião de política monetária do Fed, encontro da cúpula do G-20 e payroll (dados de emprego dos Estados Unidos). Às 11h15 (pelo horário de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones cedia 0,81%, o S&P 500 tinha queda de 1,19% e o Nasdaq perdia 0,94%.

Boa parte dos holofotes dos mercados estará na cúpula do G-20 em Cannes, na França, que começa na próxima quinta-feira, especialmente porque a fé no plano de ajuda à zona do euro, anunciado na semana passada pela União Europeia, se esvaiu. Os investidores buscam mais informações para sustentar a esperança de que a região será salva e, quem sabe, de uma ajuda dos emergentes ricos, como a China.

Hoje, o presidente da China, Hu Jintao, disse que a UE tem sabedoria suficiente e competência para superar seus problemas, sem dar nenhum sinal de que a China colocará a mão no bolso para ajudar. Pela manhã, o euro caía a US$ 1,4003, de US$ 1,4147 no fim da tarde da última sexta-feira. O Dollar Index, que pesa a moeda americana ante seis principais rivais, subia 1,17%, a 75,946. O ouro perdia 1,41%, a US$ 1.722,5 a onça-troy. O petróleo bruto caía 1,49%, a US$ 91,94 o barril na Nymex. O Brent estava estável a US$ 111,71 o barril em Londres.

A decisão de política monetária do Fed, que sai na próxima quarta-feira, também será acompanhada de perto, mas com menos ansiedade, pois não há expectativa de grandes mudanças para esta reunião. O investidor estará bem atento, no entanto, na coletiva que o presidente do Fed, Ben Bernanke, dará após a reunião para comentar a decisão.

"Não espero planos de mais afrouxamento na próxima reunião, mas acho que o Fed deixará a porta aberta para um QE3", disse na última sexta-feira o economista-chefe da Rockwell Global Capital, Peter Cardillo.

Ainda esta semana, destaque para os resultados das montadoras, que saem amanhã e são uma importante bússola dos rumos da economia americana e para os dados de criação de empregos nos EUA em outubro e taxa de desemprego, que serão divulgados na sexta-feira. A expectativa é de criação de 100 mil vagas.

No cenário corporativo, o destaque é a MF Global, que deve entrar com pedido de proteção contra falência nesta segunda-feira e vender seus ativos para a corretora Interactive Brokers por cerca de US$ 1 bilhão, segundo The Wall Street Journal. Hoje, o Fed de NY informou que suspendeu a MF Global de conduzir negócios com o banco.

As ações das companhias aéreas dos EUA operavam em leve queda no pré-mercado, apesar da notícia de que o tráfego de passageiros aumentou 5,6% em setembro ante setembro de 2010, superando também a alta de 4,6% em agosto. As ações da Delta Airlines caíam 0,35% e as da United Continental tinha queda de 0,52%. As ações da JetBlue Airways caíam 2,36%, após uma tempestade de neve nos EUA ter causado atraso de vários voos da companhia.

As ações de bancos voltam a cair no pré-mercado, diante das incertezas com a Europa: Bank of America -2,59%; Citigroup -2,52%; JP Morgan -1,83%; Morgan Stanley -2.64%; Wells Fargo -1,59%.

As ações do Barclays caíam 2,36%. O lucro do banco britânico Barclays antes dos impostos cresceu 5% no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado e também reduziu sua exposição a governos problemáticos da zona do euro em quase um terço no período. No entanto, a receita do Barclays Capital, unidade que mais gera lucro para o grupo, caiu 15% no terceiro trimestre. As ações da Honda Motor despencavam 7,22%, após a montadora japonesa informar queda no lucro trimestral.

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