Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP
Colin Ziemer/New York Stock Exchange via AP

Bolsas de Nova York e da Europa fecham em alta e recuperam perdas do pregão anterior

Hoje, investidores monitoraram os anúncios pró-estímulos feitos pelos bancos centrais europeu e americano; no mercado asiático, predominou o temor com o avanço da covid

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2021 | 17h05

As Bolsas de Nova York e da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira, 9, apagando parte das perdas do pregão anterior, quando os índices despencaram diante dos impactos da covid na recuperação da economia chinesa. Hoje, os investidores monitoraram os anúncios dos bancos centrais europeu e americano.

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) disse hoje que é "apropriado" manter a taxa básica de juros no nível atual até que as condições do mercado de trabalho estejam consistentes com o máximo emprego. O documento será apresentado ao Congresso na semana que vem pelo presidente da entidade monetária, Jerome Powell.

Com isso, os juros devem permanecer na faixa entre 0% e 0,25% até que a inflação suba para 2% e esteja no caminho para exceder "moderadamente" esse nível "por algum tempo". O documento vem em linha com a ata do Fed divulgada na quarta-feira, 7, no qual a entidade adotou um tom menos duro, avaliando que o "progresso substancial" esperado para a retirada de estímulos ainda não foi alcançado. 

Postura similar foi adotada pelo Banco Central Europeu (BCE), na ata de sua última reunião de política monetária, divulgada hoje. A entidade elogiou a vacinação do bloco e voltou a classificar como "temporários" os fatores que devem pressionar a inflação na região. Ontem, a presidente do BCE, Christine Lagarde, também deixou claro a necessidade de mais estímulos para a recuperação da economia da zona do euro. Para o Commerzbank, divergências entre os membros devem dificultar a redução do programa de compra de títulos públicos do BC.

No noticiário econômico, em discurso durante a reunião de ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G20, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, reforçou a necessidade das 20 maiores economias do mundo de avançarem com os planos para redução de emissões de carbono, concentrando esforços e recursos para se atingir as metas do Acordo de Paris.

Já no continente asiático, os temores ante o avanço da variante Delta da covid continuaram no radar. Após o Japão informar que a Olimpíada, que começa na cidade no dia 23, não contará com público, hoje, a Coreia do Sul reforçou as regras de distanciamento social para o nível mais alto em duas semanas, a partir do dia 12, após o registro diário de casos da doença atingir novo recorde no país.

Bolsa de Nova York

O dia foi postivo em Nova York, que recuperou as perdas da sessão anterior, com os principais índices batendo recordes de fechamento. Dow Jones subiu 1,30% e o S&P 500 teve ganho de 1,13%. O Nasdaq avançou 0,98%, mas os ganhos foram contidos no índice, após o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinar um decreto para estimular a concorrência e que mira as 'big techs'. A medida também incentiva os órgãos reguladores antitruste a atuarem nas fusões para evitar a formação de monopólios.

Bolsa da Europa

O clima também foi positivo no continente europeu. O índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, subiu 1,34%, enquanto a Bolsa de Londres teve ganho de 1,30%, Paris avançou 2,07% e Frankfurt registrou ganho de 1,73%. Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 1,67%, 1,46% e 0,46% cada.

Bolsas da Ásia

O noticiário da covid deixou o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China em segundo plano. O indicador desacelerou para uma alta de 8,8% em junho, na comparação anual, como previsto pelos analistas. Por lá, a Bolsa de Hong Kong foi a única a subir, com ganho de 0,70%. A Bolsa de Tóquio caiu 0,63%, enquanto Seul cedeu 1,07% e Taiwan teve baixa de 1,15%. Os índices chineses de Xangai e Shenzhen ficaram estáveis, com o primeiro caindo 0,04%, enquanto o segundo subiu 0,07%.

Na Oceania, a bolsa australiana fechou em queda de 0,93%, influenciada por relatos de que restrições à circulação por causa  da pandemia podem ser estendidas em Sydney

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, em sessão na qual o preço da commodity foi impulsionado pela desvalorização do dólar. Os desdobramentos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) sobre um possível aumento na produção do óleo seguem sendo observados, além das tendências para a demanda, que continuam positivas, apesar do avanço da covid em algumas regiões do mundo.

WTI para agosto fechou em alta de 2,22%, em US$ 74,56 o barril. Na semana, houve queda de 0,80%. Já o Brent para setembro subiu 1,93%, a US$ 75,55 o barril, mas em comparação com a última sexta-feira, caiu 0,81%. /MAIARA SANTIAGO, IANDER PORCELLA, GABRIEL BUENO DA COSTA E MATHEUS ANDRADE

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