Pedro Nunes/Reuters
Pedro Nunes/Reuters

Bolsas de Nova York e Europa sobem, mas Ásia cai de olho em avanço da covid

Indicadores fortes das economias americana e europeia ajudaram no bom desempenho dos índices, mas avanço da variante Delta ainda causa preocupação

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2021 | 17h40

Os principais índices do exterior fecharam mistos nesta terça-feira, 29, com Europa e Nova York em alta, apoiados em indicadores fortes. No entanto, o avanço da variante Delta do coronavírus também ficou no radar dos investidores e afetou os negócios da Ásia.

Nos Estados Unidos, o índice de confiança do consumidor subiu entre maio e junho, de 120,0 (dado revisado) para 127,3, conforme divulgou hoje o Conference Board. O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que esperavam o indicador em 118,7. O indicador confirmou a análise do presidente de Minneapolis do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Neel Kashkari, de que os EUA estão em uma "recuperação muito robusta". 

Na Europa, o índice de sentimento econômico da zona do euro subiu a 117,9 pontos em junho, acima das previsões e na máxima em 21 anos, segundo pesquisa da Comissão Europeia. Na Alemanha, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 2,1% em junho, na comparação anual, desacelerando após a alta de 2,5% de maio, segundo a preliminar do dado.

A inflação sob controle pode ser um argumento importante para o Banco Central Europeu manter sua política monetária acomodatícia por mais tempo, apoiando a retomada econômica. Para o ING, contudo, a desaceleração inflacionária alemã precede um novo repique dos preços. 

No noticiário da pandemia, vários países da região asiática e europeia enfrentam novos surtos de covid-19, com destaque para a disseminação da altamente contagiosa variante Delta, que tem origem na Índia. Na Europa, Portugal tem sido um dos mais afetados. A Oxford Economics comenta que o país vinha sendo um dos beneficiados recentemente com a retomada do turismo, por possuir bons índices na pandemia, mas a consultoria vê um avanço recente nos casos do vírus no país como um risco. Na Oceania, a Austrália decretou lockdown em várias grandes cidades, incluindo Sydney, por causa de surtos dessa cepa.

Bolsa de Nova York

Em Nova York, o dia foi positivo. Dow Jones fechou em alta contida, de 0,03%, mas S&P 500 e Nasdaq voltaram a bater recordes de fechamento, em altas de 0,03% e 0,19% cada.

Bolsas da Europa

O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,31%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,21%, Frankfurt avançou 0,88% e Paris teve ganho de 0,14%. Os índices de Milão e Madri registraram altas de 0,52% e 0,02% cada. De olho no avanço do coronavírus, a Bolsa de Lisboa foi na contramão e fechou em baixa de 0,07%.

Bolsas da Ásia

Também de olho na variante Delta, a Bolsa de Tóquio caiu 0,81%, enquanto Hong Kong recuou 0,94%. Os índices chineses de Xangai e Shenzhen cederam 0,92% e 0,91% cada. Exceção na Ásia, Taiwan teve alta marginal de 0,04%.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável pelo segundo dia consecutivo, em baixa de 0,08%, em meio à adoção de lockdowns na Austrália.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo registraram ganhos hoje. Investidores monitoravam o noticiário sobre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que deve se reunir nesta semana e ajustar sua produção. Por outro lado, o impulso foi contido pela valorização do dólar e pelos riscos à reabertura econômica em alguns países trazidos pela variante delta da covid-19, mais contagiosa. 

WTI para agosto fechou em alta de 0,10%, a US$ 72,98 o barril, enquanto o Brent para setembro subiu 0,19%, a US$ 74,28 o barril.  /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL BUENO DA COSTA, MATHEUS ANDRADE E SÉRGIO CALDAS

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