Bolsas de Nova York encerram em queda

Dow Jones fechou em queda de 0,96%, Nasdaq caiu 1,26% e o S&P-500 encerrou em queda de 1,17%

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

24 de junho de 2011 | 18h49

Os índices acionários norte-americanos fecharam em queda nesta sexta-feira, depois que preocupações sobre a situação dos bancos italianos e as medidas de austeridade na Grécia e balanços desapontadores de empresas de tecnologia ofuscaram a recuperação maior do que a esperada dos dados das encomendas de bens duráveis nos EUA.

O nervosismo dos investidores manifestou-se depois que a negociação das ações de vários bancos italianos foi suspensa temporariamente no começo da sessão europeia na sequência de uma queda brusca dos papéis. Um porta-voz da Bolsa de Milão disse que a suspensão ocorreu por causa da alta volatilidade.     

Entre as possíveis razões citadas para o declínio das ações, estava um rumor não confirmado de que esses bancos não passaram num "teste de estresse" em julho. A agência de classificação de risco Moody´' também advertiu ontem que um grupo de bancos italianos pode enfrentar possíveis rebaixamentos.

O Departamento do Comércio dos EUA disse que as encomendas de bens duráveis subiram 1,9% em maio, para o nível sazonalmente ajustado de US$ 195,57 bilhões. Economistas ouvidos pela Dow Jones previam aumento de 1,6% das encomendas. Embora os números tenham vindo acima do esperado, eles não foram suficientes para alterar o cenário de desaceleração que a economia norte-americana enfrenta.

O índice Dow Jones fechou em queda de 115,42 pontos (0,96%), em 11.934.58 pontos, liderado pela Cisco Systems, que recuou 3,5%. O Nasdaq caiu de 33,86 pontos (1,26%), em 2.652,89 pontos, com as ações tecnológicas sendo afetadas pelos balanços decepcionantes da Oracle e da Micron Technology. O S&P-500 encerrou em queda de 15,05 pontos (1,17%), em 1.268,45 pontos. O NYSE Composite caiu 79,36 pontos (0,99%), em 7.974,72 pontos.

As ações da Oracle recuaram 4,1%, após a companhia anunciar uma previsão desapontadora de um crescimento das vendas de novas licenças, embora seu lucro tenha aumentado 36% no quarto trimestre fiscal.

A Micron Technology caiu 14%, afetada pela queda do lucro e da receita no terceiro trimestre fiscal, em meio ao declínio dos preços de venda.

A AMR perdeu 6,8%, após afirmar que não conseguirá alcançar sua meta de manter os custos estáveis neste ano.

Os preços dos Treasuries subiram, com os juros atingindo novas mínimas, uma vez que os temores sobre a zona do euro continuam sem um final aparente, o que levou os investidores a buscar a segurança dos bônus norte-americanos.

O juro das T-notes de 10 anos chegaram a atingir 2,846% mais cedo, o nível mais baixo desde 1º de dezembro. Já o juro das T-notes de 2 anos recuaram para 0,321%, o menor patamar desde 4 de dezembro, quando registrou a mínima histórica de 0,316%. Essa foi a 11ª semana consecutiva que os juros recuaram - a série mais longa desde 1986 de acordo com alguns estrategistas de bônus.

No fechamento em Nova York, o juro das T-notes de 10 anos estava em 2,871%, de 2,889% ontem; o juro das T-notes de 2 anos estava em 0,337%, de 0,338%.

O juro projetado pelos T-bonds de 30 anos foi o único a ficar de fora do rali de preços, mas isso também sinalizou aversão ao risco. O mercado todo de Treasuries é normalmente considerado um porto seguro, mas os investidores estão evitando a falta de liquidez relativa dos vencimentos mais longos. O juro das T-bond de 30 anos estava em 4,196% no fechamento em Nova York, de 4,152% ontem. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Nova YorkGréciaDow Jones

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.