Bolsas de Nova York fecham em alta

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, com os investidores animados por sinais de avanço nas negociações para evitar o abismo fiscal, após novas conversas entre o presidente Barack Obama e o líder da Câmara dos Representantes, John Boehner.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

17 de dezembro de 2012 | 19h57

O índice Dow Jones subiu 100,38 pontos (0,76%) e fechou a 13.235,39 pontos. O Nasdaq avançou 39,27 pontos (1,32%), fechando a 3.010,60 pontos. E o S&P 500 teve alta de 16,78 pontos (1,19%), encerrando a sessão a 1.430,36 pontos.

Boehner apresentou uma proposta para evitar o abismo fiscal - cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos programados para janeiro - que foi considerada um sinal de avanço nas negociações com os democratas. Diferentemente de proposições anteriores, os republicanos aceitaram um aumento dos impostos para os cidadãos que ganham mais de US$ 1 milhão por ano e indicaram que podem concordar com uma elevação do teto da dívida federal.

A proposta foi feita em um telefonema para o presidente dos EUA, Barack Obama, na última sexta-feira, e hoje os dois líderes se encontraram pessoalmente. A reunião durou 45 minutos, mas a casa Branca não deu detalhes do que foi discutido, afirmando apenas que "as negociações continuam".

"Esta semana todos estão esperando um acordo, e o mercado vai celebrar qualquer novidade", comenta Scott Armiger, gestor de portfólio da Christiana Trust.

Entre os indicadores econômicos divulgados hoje, o índice Empire State, medido pelo Federal Reserve de Nova York, caiu para -8,1 em dezembro, de -5,2 em novembro. Os economistas consultados pelo website Market Watch esperavam uma leitura de 5,2. Já o fluxo líquido de capital estrangeiro para os EUA foi negativo em US$ 56,7 bilhões em outubro, segundo informou o Departamento do Tesouro em seu relatório mensal. Em setembro, o fluxo havia sido positivo em US$ 4,3 bilhões, de acordo com dados revisados.

Já na Europa, a Moody''s afirmou hoje que a dívida do governo da Grécia permanece insustentável apesar do "segundo default", à medida que só será possível colocar o país de volta nos trilhos se as instituições oficiais sofrerem perdas com os empréstimos gregos. E a agência de estatísticas da União Europeia informou que a zona do euro teve um superávit comercial de 10,2 bilhões de euros em outubro, ante superávit de 9,5 bilhões de euros em setembro. Economistas consultados pela Dow Jones previam um superávit maior, de 11 bilhões de euros.

Os mercados financeiros também receberam impulso da vitória do oposicionista Partido Liberal Democrático (PLD) nas eleições parlamentares do Japão. O líder do partido, Shinzo Abe, que deverá se tornar o primeiro-ministro japonês, é um defensor de medidas mais agressivas de relaxamento monetário por parte do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) para combater a deflação e estimular a economia do país.

Entre os dez setores do S&P 500, as empresas financeiras lideraram os ganhos hoje, com destaque para Citigroup (+4,12%), JPMorgan (+1,57%), Goldman Sachs (+3,46%), Wells Fargo (+3,71%) e Bank of America (+3,97%). Já os papéis da Apple oscilaram entre os terreno positivo e negativo, encerrando a sessão com alta de 1,77%. Pelo menos quatro empresas de Wall Street, incluindo o Citigroup, cortaram suas previsões para o desempenho financeiro da companhia recentemente, o que fez as ações fecharem no menor nível em 10 meses na última sexta-feira. Mas isso acabou fazendo os preços do papel parecerem interessantes hoje.

A Sprint Nextel teve alta de 0,18%, após anunciar um acordo de US$ 2,2 bilhões para comprar a metade da Clearwire Corp que ainda não possui. As ações da Clearwire perderam 13,65%, pois muitos investidores esperavam uma oferta melhor. Já a fabricante de armas Smith & Wesson perdeu 5,20%, em meio aos pedidos de vários parlamentares para uma legislação mais rígida sobre o porte de armas nos EUA. Na sexta-feira houve mais um tiroteio em escola, que deixou 20 crianças e seis adultos mortos. As informações são da Dow Jones.

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