Bolsas de NY abrem atentas a dados de serviço dos EUA

Após a recuperação de ontem, os índices futuros apontam para uma abertura sem direção das bolsas norte-americanas nesta quarta-feira. Depois dos dados piores que o esperado do relatório de emprego do setor privado, a expectativa é para números do setor de serviços dos Estados Unidos em janeiro, além de apresentações de dirigentes do Federal Reserve. Wall Street segue também monitorando a situação nos mercados emergentes. Às 12h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,03%, o Nasdaq recuava 0,01% e o S&P 500 cedia 0,04%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

05 de fevereiro de 2014 | 12h41

Nos EUA, o dia tem dois indicadores que vão ajudar os economistas a terem uma ideia melhor de como deve vir o relatório de emprego que sai na sexta-feira. O documento, também chamado de payroll, é considerado peça importante para uma visão melhor de como a economia norte-americana começou 2014. O Deutsche Bank, por exemplo, já avisou que vai revisar suas projeções de 200 mil vagas para o payroll após os números de hoje.

O relatório da Automatic Data Processing (ADP), que mede o emprego no setor privado, mostrou a criação de 175 mil vagas em janeiro. A expectativa era de 189 mil vagas. Apesar das diferenças em relação aos dados oficiais do payroll, que incluem o setor público, o ADP costuma sinalizar tendências de criação de postos de trabalho.

Após a abertura do mercado, às 13h (de Brasília), será divulgado o índice de atividade do setor não industrial do Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês), que tem um subíndice que mostra o nível de emprego do setor. Anteontem, o ISM do setor industrial não foi muito animador e mostrou contração do índice de emprego. A previsão do economista do BMO Capital Markets, Douglas Porter, é que o ISM fique em 53,1, estável em relação ao nível de 53 em dezembro. O inverno rigoroso que fechou o comércio mais cedo em cidades como Chicago e Nova York deve impedir uma melhora maior do indicador, ressalta o economista.

Além dos dois indicadores, três dirigentes do Fed falam hoje. O mais esperado é o responsável pela regional da Filadélfia, Charles Plosser, que tem poder de voto este ano nas reuniões de política monetária e fala às 15h30 (de Brasília). Plosser defende a redução de estímulos monetários e a expectativa é para ver como ele avalia o impacto nesta estratégia dos dados fracos do setor industrial de janeiro. Mais cedo, às 13h (de Brasília) o diretor do BC Daniel Tarullo, também votante nas reuniões, participa de audiência na Câmara, mas ele tem evitado falar de política monetária nos últimos meses.

Para o estrategista-chefe de investimento da gestora RW Baird, Bruce Bittles, as recentes fraquezas vistas em alguns indicadores internos dos EUA e em mercados emergentes fizeram o humor dos investidores sair do estado de "otimismo excessivo". Mas para ele, o sentimento do mercado está longe de um "pessimismo extremo". Apesar do inverno muito rigoroso neste início de ano, a economia norte-americana está ganhando força, avalia em uma nota à clientes.

No mundo corporativo, a expectativa é para o primeiro balanço do Twitter desde que o microblog abriu o capital em novembro. Desde então, as ações saíram de US$ 26 e chegaram a bater em US$ 74. No pré-mercado, eram negociadas a US$ 66, com alta de 0,51%. Os analistas esperam prejuízo de US$ 0,02 por ação, mas forte crescimento das receitas e da base de usuários.

Além do Twitter, outras empresas divulgam resultados. Entre elas, Walt Disney, a bolsa Nasdaq, os laboratórios Merck e GlaxoSmithKline e o grupo financeiro Prudential. Entre as que já anunciaram, a Merck divulgou queda de 14% no lucro, mas no pré-mercado o papel subia 1,51%.

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