Bolsas de NY abrem em alta, com ajuda da Microsoft

Os principais índices das Bolsas de Nova York iniciaram os negócios em alta. Às 12h30 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,10%, o Nasdaq avançava 0,28 e o S&P-500 registrava ganho de 0,15%. Ontem, o Dow Jones fechou em queda acentuada, de 0,94%, em reação ao indicador de vendas de imóveis residenciais usados em dezembro (-0,8%) e à fraca demanda no leilão de títulos de cinco anos, que provocou forte alta nos juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries). As ações da Microsoft, componente do Dow Jones, subiam 2,3% no pré-mercado, após a empresa ter anunciado ontem, depois do fechamento do mercado, aumento de 6% nas vendas, mais do que o esperado, para US$ 12,54 bilhões no segundo trimestre fiscal. O lucro da maior fabricante de software do mundo caiu 28% com o atraso nos embarques do sistema operacional Vista e do Office 2007. Também na área de tecnologia, o Citigroup rebaixou a recomendação para os papéis da Cisco Systems, de compra para manter, afirmando que as expectativas de maior crescimento das operações e expansão da margem operacional da Cisco são excludentes porque os negócios de maior crescimento da empresa têm margem bruta menor. As ações da Cisco caíam US$ 0,09 para US$ 26,12 na pré-abertura. Entre outros integrantes do Dow Jones, a Honeywell anunciou lucro no quarto trimestre acima da média das estimativas dos analistas consultados pela Thomson Financial. Mas a receita ficou abaixo do esperado. As ações da Honeywell recuavam US$ 0,05 para US$ 44,15 na pré-abertura. A Caterpillar anunciou lucro no quarto trimestre superior ao do mesmo período no ano anterior, mas abaixo das expectativas. As receitas, excluindo a dos produtos financeiros, também subiram, mas igualmente ficaram abaixo do esperado. As ações estavam em baixa de 2,3%. A General Motors informou ontem à noite que vai adiar a publicação de seu balanço do quarto trimestre e republicar os resultados financeiros de vários anos. A GM disse que subestimou passivos de impostos diferidos. Na área de dados econômicos, o Departamento do Comércio dos EUA informou que o indicador de encomendas de bens duráveis em dezembro subiu 3,1%, abaixo, portanto, do aumento de 3,9% esperado pelos analistas. Os investidores vão aguardar os dados de vendas de residências novas em dezembro que saem às 13 horas. A mediana das previsões de 19 economistas consultados é um crescimento de 1,2%. As informações são da agência Dow Jones.

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