Bolsas de NY abrem em alta com expectativa sobre Grécia

As bolsas de Nova York abriram o pregão em alta modesta hoje, diante da expectativa positiva em relação à votação do pacote de austeridade grego, para que o país ganhe uma segunda rodada de socorro financeiro, e de que isso possa livrar os mercados de um cenário de tormenta. Ao mesmo tempo, as incertezas e temores continuam presentes e enfraquecem o petróleo.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agencia Estado

27 de junho de 2011 | 10h35

As bolsas reduziram um pouco os ganhos registrados mais cedo no mercado futuro após a bateria de indicadores divulgada esta manhã, que mostrou que o consumo nos Estados Unidos segue sem força, ao contrário dos preços para gastos com consumo pessoal. Às 10h31 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,14%, o S&P 500 tinha alta de 0,13% e o Nasdaq avançava 0,07%.

Os gastos do consumidor ficaram estáveis em maio na comparação com abril, enquanto a renda pessoal avançou 0,3%. Analistas esperavam que os gastos subissem 0,1% e a renda aumentasse 0,4%. Já o índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE) subiu 0,2% em maio em relação a abril e 2,5% frente a maio do ano passado, a maior alta anual desde janeiro de 2010. O núcleo do índice PCE, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% em relação a abril e 1,2% frente a maio do ano passado. Já a produção industrial na região Meio Oeste subiu 0,6%, para 84,0, de 83,6 em abril.

A semana traz ainda outra decisão importante, a do novo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), na quarta-feira, e marca o fim do programa de alívio quantitativo de US$ 600 bilhões do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

A votação das medidas de austeridade fiscal na Grécia ocorre na quarta-feira. Hoje, a União Europeia disse que irá estender até o fim deste ano vários programas de suporte para bancos da Grécia e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, confirmou que os bancos do país propuseram um plano de rolagem da dívida grega.

O investidor bilionário George Soros disse no fim de semana que algum país, sem dizer o nome e deixando espaço para especulação de que seja a Grécia, deve eventualmente abandonar o euro e pediu que as autoridades tracem um plano B para salvar a União Europeia de um colapso.

E se na Europa o medo é de colapso econômico, em muitos outros países, como Brasil e China, o temor é com a inflação. Tanto que o Banco para Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), disse em seu relatório anual divulgado ontem que os bancos centrais ao redor do mundo devem subir juros para conter a alta dos preços. Isso no mesmo dia em que o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou que seu país deverá ter dificuldades em manter a inflação abaixo de 4%, mas que pelo menos deve conseguir fazer com que fique abaixo de 5%.

No campo corporativo, a Stanley Black & Decker fez uma oferta de US$ 1,2 bilhão para comprar a companhia de segurança sueca Niscayah. Já a Siemens estaria em negociações para vender sua participação na Nokia Siemens. Após o fechamento do mercado hoje, a Nike divulga os resultados do seu quarto trimestre fiscal.

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