Bolsas de NY abrem em alta com petróleo em queda

As bolsas de Nova York abriram em alta, com o noticiário corporativo abundante e o petróleo em queda dando pretextos para o clima favorável. Às 10h50, o índice S&P 500 subia 0,47%; Nasdaq avançava 1%; e o Dow Jones apresentava ganho de 0,73%. Uma onda de anúncios de negócios efetivados ou negociações com vistas a fusões e aquisições orientou o mercado para o positivo no início do dia. A HCA, a maior operadora de hospitais dos EUA, informou que concordou em ser comprada por um grupo de investidores, em um negócio avaliado em US$ 0,51 por ação, ou US$ 33 bilhões. O grupo de compradores inclui a Bain Capital LLC, Merrill Lynch & Co. e Kohlberg, Kravis Roberts (KKR). No negócio, o grupo se comprometeu a assumir dívidas da HCA que totalizam US$ 11,7 bilhões. Os papéis da HCA ganhavam 4,3%. Outro negócio foi protagonizado pela Advanced Micro Devices. A segunda maior fabricante de semicondutores concordou em comprar a ATI Technologies, fabricante de chips que manejam gráficos para computadores pessoais, por US$ 5,4 bilhões. No pré-mercado, as ações da ATI subiam 17%, enquanto as da AMD retrocediam 7%. A Merck ajudou a consolidar o tom, ao abrir seus resultados. Os papéis da empresa subiam 3% no pré-mercado. A fabricante de remédios com ações no índice Dow Jones informou que seu lucro líquido subiu para US$ 1,5 bilhão, ou US$ 0,69 por ação, no segundo trimestre, de US$ 720,6 milhões, ou US$ 0,33 por ação. Excluindo despesas com reestruturação, a companhia lucrou US$ 0,73 por ação. As vendas da empresa subiram de US$ 5,47 bilhões para US$ 5,77 bilhões. Os analistas em Wall Street previam lucro de US$ 0,65 por ação e faturamento de US$ 5,46 bilhões. A Merck elevou a previsão de lucro para 2006 para US$ 2,40 a US$ 2,48 por ação, excluindo despesas. Os analistas previam lucro de US$ 2,40 por ação. A Schering-Plough avançava 4%, após a companhia farmacêutica ter visto seu lucro líquido crescer para US$ 237 milhões, ou US$ 0,16 por ação. As vendas da empresa aumentaram 11%, para US$ 2,8 bilhões, ou 18%, para US$ 3,3 bilhões, se forem incluídas as vendas de sua joint venture (parceria) com a Merck para remédios de redução de colesterol. A esperança de trégua no conflito entre Israel e o Hezbollah também dava suporte ao mercado acionário, na medida em que gerava vendas de futuros de petróleo. Críticas contundentes de líderes mundiais sobre a ofensiva desproporcional de Israel contra o Hezbollah e a viagem da secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, hoje, para a região levantam a esperança de um cessar-fogo. O contrato para setembro cedia 0,75%, para US$ 73,87 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) eletrônica.

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