Bolsas de NY abrem em alta, mas ganho é contido

Os índices Dow Jones e Nasdaq das Bolsas de Nova York abriram o pregão em leve alta hoje, mas ao final da primeira meia hora de negociações estavam próximos da estabilidade. Às 12h55, o Dow Jones avançava 0,01% e o Nasdaq, 0,03%. Antes do pregão viva-voz, os índices futuros operaram em alta no sistema eletrônico, em uma reação atribuída à elevação da perspectiva de lucros da Procter & Gamble, enquanto o resultado da Colgate-Palmolive superou a previsão dos analistas. O noticiário corporativo dá vida a um dia que seria fadado à cautela, em razão do início do encontro do Comitê de Mercado Aberto do banco central americano, que deve culminar com o anúncio amanhã da manutenção da taxa básica de juros do país em 5,25% ao ano. Várias empresas de peso anunciaram balanços hoje. A Procter & Gamble elevou a sua previsão para o lucro anual, após registrar crescimento de 12% no lucro no segundo trimestre fiscal - período de três meses encerrado em 31 de dezembro. A Procter & Gamble anunciou que registrou lucro de US$ 2,86 bilhões, ou US$ 0,84 por ação, na comparação com os US$ 2,55 bilhões, ou US$ 0,72 por ação, em igual período do ano anterior. A fabricante das fraldas Pamper´s e dos xampus Pantene anunciou ainda que suas vendas cresceram 7,6%, para US$ 19,73 bilhões. Para 2007, a empresa prevê que seu crescimento orgânico aumente entre 5% a 6%, ante o prognóstico anterior de expansão de 4% a 6%, em razão do momento favorável para os seus negócios e da perspectiva positiva para o restante do ano fiscal. A companhia elevou ainda sua previsão de lucro anual para uma faixa entre US$ 2,99 e US$ 3,03 por ação. Em outubro, a empresa trabalhava com uma previsão de lucro entre US$ 2,97 e US$ 3,02. O ajuste foi motivado pela expectativa de que os custos associados à aquisição da Gillette terão um impacto menor do que o que se projetava inicialmente. Citando a performance robusta na América Latina e os gastos mais agressivos em propaganda, a Colgate-Palmolive anunciou expansão de 11% no lucro, que ficou em US$ 401,2 milhões, ou US$ 0,73 por ação, no último trimestre de 2006. Excluindo itens, o lucro da empresa atingiu US$ 0,80 por ação, superando o US$ 0,77 previsto por analistas consultados pela Dow Jones. Na América Latina, as vendas aumentaram 14%, para US$ 816,4 milhões. O volume unitário de vendas cresceu 12% na região, que responde por 25% das vendas totais da companhia. O lucro da 3M cresceu 58%, após a exclusão de vários itens. O desempenho foi alavancado pela venda dos negócios na área farmacêutica da empresa. A fabricante do Post-it, de máscaras para hospitais e outros produtos computou aumento de 8,6% na sua receita. O desempenho confirmou as expectativas dos analistas, enquanto o resultado da farmacêutica Wyeth ficou abaixo do esperado. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.