Bolsas de NY abrem em alta, mas invertem e caem

Os principais índices de ações das Bolsas de Nova York abriram em alta hoje, revertendo parte das pesadas perdas de ontem e tomando como exemplo a Bolsa de Xangai, cujo índice de referência fechou em alta de 3,9% hoje. Ontem, a bolsa chinesa havia caiu 8,8% e o Dow Jones despencou 416 pontos ou 3,29%, a sétima maior queda em pontos nos 111 anos da história da bolsa norte-americana. Porém, às 11h48 (de Brasília), o índice Dow Jones perdia 0,22% e o Nasdaq recuava 0,51%. A ausência de surpresas desagradáveis no relatório do PIB norte-americano do quarto trimestre também alimenta as esperanças de um dia mais tranqüilo. Mas o dia não está definido, com outros indicadores norte-americanos à frente, como o índice de atividade dos gerentes de compras de Chicago, o nível das vendas de imóveis residenciais novos e o depoimento do presidente do Fed, Ben Bernanke, na Câmara. Todos eventos têm potencial para azedar o humor dos investidores e colocar os mercados de volta em rota de correção de baixa. No noticiário corporativo, a Home Depot, que está na cesta Dow Jones, previu queda em seu lucro de 4% a 9% em 2007, citando a desaceleração do mercado imobiliário. Seus papéis caíram 1,6% no pré-mercado. A varejista de produtos para decoração e reformas informou que o mercado imobiliário não se recuperará até o segundo semestre ou o começo de 2008. A Boeing, também do Dow Jones, teve sua recomendação elevada. A Merrill Lynch rebaixou a recomendação para o Goldman Sachs, para o Lehman Brothers e para o Bear Stearns. As ações da Sprint Nextel subiram mais de 3% no pré-mercado, depois de informar lucro e receitas acima do previsto pelos analistas no quarto trimestre. Os papéis da Merck, igualmente Dow Jones, subiram 2,9% no pré-mercado, ao antecipar lucro melhor ao esperado para o primeiro trimestre e para o ano de 2007. As informações são da Dow Jones.

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