Bolsas de NY abrem em alta sob influência da Grécia

Investidores são movidos pelo otimismo que tomou conta dos mercados globais com a confiança de que o governo da Grécia conseguirá o apoio do Parlamento do país

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

21 de junho de 2011 | 10h44

As Bolsas de Nova York abriram o dia em alta, em meio ao otimismo que tomou conta dos mercados globais com a confiança de que o governo da Grécia conseguirá o apoio do Parlamento do país. Este apoio é importante para que seja aprovado o novo plano de austeridade fiscal, o que permitirá que o país finalmente receba a próxima parcela do pacote de socorro de 110 bilhões de euros. Às 11h21 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,52%, o Nasdaq avançava 1,32% e o S&P 500 tinha alta de 0,85%.

Apesar do grande impasse envolvendo a ajuda à Grécia e do cenário cada vez mais provável de default (não pagamento de dívida), não é de interesse dos países da zona do euro e do resto do mundo que ocorra uma reestruturação desordenada, com contágio para as nações periféricas e num momento em que a economia global ainda mostra fragilidade. Tanto que a China continua estendendo a mão para os europeus. Hoje, o governo chinês voltou a reforçar esse apoio, a poucos dias da visita do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, à Hungria, ao Reino Unido e à Alemanha, de sexta a terça-feira.

Nos EUA, a expectativa gira em torno da segunda entrevista coletiva do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, após o segundo dia de reunião de amanhã do Comitê de Mercado Aberto (Fomc). A coletiva, uma novidade da administração Bernanke, ocorre em um momento de incertezas em relação à força da recuperação da economia americana e a alguns dias do fim do QE2, o programa de alívio quantitativo de US$ 600 bilhões.

Entre as empresas cotadas em bolsa, o destaque são os fabricantes de aviões, que anunciaram encomendas de mais de 200 unidades, no total de pelo menos US$ 20 bilhões, durante o primeiro dia do Paris Air Show. A brasileira Embraer, quarta maior fabricante de aviões do mundo, informou ontem encomendas de 39 jatos regionais, totalizando cerca de US$ 1,7 bilhão. Airbus, Boeing, JetBlue Airways também anunciaram vendas. Já a General Electric (GE) espera ter pelo menos US$ 10 bilhões em encomendas de novos motores.

A AstraZeneca está perto de vender sua unidade dental para a Dentsply, por valor estimado de US$ 1,8 bilhão. Já os papéis da Tower Bancorp subiam de forma consistente, com a notícia de que a empresa será comprada pela Susquehanna Bancshares por US$ 343 milhões.

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