Bolsas de NY abrem em baixa, à espera de taxa de juro

As Bolsas de Nova York começaram o dia em queda, investindo na cautela nesse dia em que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) inicia sua reunião de dois dias. Embora a expectativa seja de manutenção da taxa de juros em 5,25%, os investidores temem um tom mais agressivo do comunicado que as autoridades divulgam simultaneamente à decisão sobre a taxa de juros, que só sairá amanhã. O índice Dow Jones caía, por volta das 10h30, 0,14%; o Nasdaq cedia 0,24%; e o S&P-500 recuava 0,21%. Sem dados macroeconômicos de ponta, resta aos investidores manter o foco nos balanços, que, no geral, tem dado substância para os ganhos em Wall Street. Duas empresas com ações na cesta de 30 papéis do índice Dow Jones divulgaram balanços hoje - DuPont e Lucent. As ações da DuPont eram negociadas em alta de 2,8%, após o conglomerado químico ter voltado a registrar lucro, em razão das vendas melhores e da redução de seus custos fixos. A despeito dos custos maiores com matérias-primas, a DuPont auferiu lucro de US$ 485 milhões, ou US$ 0,52 por ação, revertendo o prejuízo de US$ 82 milhões, ou US$ 0,09 por ação, do terceiro trimestre de 2005. Excluindo itens, o lucro da empresa foi de US$ 0,49, superando o ganho de US$ 0,45 por ação previsto por analistas. O faturamento cresceu 7%, para US$ 6,31 bilhões, em linha com a previsão dos analistas. A Lucent anunciou lucro e faturamento que superaram a previsão de analistas por uma margem ampla e seus papéis subiam 5,1% no pré-mercado. A fabricante de equipamentos de telecomunicações lucrou US$ 371 milhões, ou US$ 0,07 por ação, um resultado praticamente estável ante os US$ 371 milhões, ou US$ 0,07 por ação, do mesmo trimestre de 2005. O faturamento cresceu 5%, para US$ 2,56 bilhões. Os analistas consultados pela Thomson First Call previam lucro de US$ 0,04 por ação e faturamento de US$ 2,39 bilhões. A Texas Instruments reduzia a queda a 0,7%, no pré-mercado. Ontem, depois do fechamento do mercado, a companhia com sede em Dallas informou que obteve um lucro de US$ 702 milhões (US$ 0,46 por ação) no terceiro trimestre, um aumento de 11% sobre o resultado registrado em igual período do ano passado, ajudado pelas vendas mais fortes de seus chips usados em telefones celulares e outros equipamentos eletrônicos. A receita cresceu 13% para US$ 3,76 bilhões no terceiro trimestre. A mediana das previsões dos analistas entrevistados pela Thomson First Call era de um lucro de US$ 0,45 por ação sobre uma receita de US$ 3,8 bilhões. Contudo, a Texas sinalizou que seus negócios na área de semicondutores estão se desacelerando abaixo da média sazonal e que espera um lucro na faixa de US$ 0,40 a US$ 0,46 por ação no quarto trimestre. A previsão dos analistas para o período é de um lucro de US$ 0,45 por ação. No pregão regular de ontem, as ações da Texas fecharam a US$ 31,88, alta de 1,63%. A Kraft Foods, segunda maior companhia de alimentos e que detém as marcas de biscoitos Club Social, de chocolates Diamante Negro e dos sucos Maguary, elevou sua previsão de lucro para o ano para um patamar que ficou aquém das expectativas dos analistas. A companhia previu lucro anual na faixa de US$ 1,86 a US$ 1,89 por ação, inferior à estimativa de US$ 1,93 por ação traçada pelos analistas. Não havia cotação recente do papel. A Lockheed Martin ganhava 2,9%. A companhia de defesa e sistemas aeroespaciais ampliou sua previsão de lucro para 2006, enquanto o resultado no terceiro trimestre superou as previsões. O lucro da companhia cresceu 47%, para US$ 629 milhões, ou US$ 1,46 por ação, enquanto suas vendas aumentaram 4%, para US$ 9,61 bilhões. Os analistas previam lucro de US$ 1,24 sobre faturamento de US$ 9,83 bilhões. Empreiteira e fabricante de navios, a Northrop Grummman anunciou lucro com operações continuadas de US$ 0,87 por ação, abaixo do US$ 1,07 previsto por analistas. A ação da BellSouth estava inalterada, após a operadora de telecomunicações informar lucro de US$ 1,06 bilhão, ou US$ 0,58 por ação, abaixo do US$ 0,59 previsto por analistas. No pré-mercado, as ações da Ford avançavam 1,9%, reagindo a um upgrade da Goldman Sachs. O petróleo para novembro recuava 0,27%, para US$ 58,62 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York eletrônica, e deve continuar contribuindo para acalentar as expectativas de que os consumidores devem se animar a gastar com outros produtos o que conseguirem economizar com o abastecimento de seus carros. Ontem, o Dow Jones fechou em nível recorde pela décima vez nos últimos 15 pregões. O índice subiu 0,95% e terminou o dia em 12.116,91 pontos. O Nasdaq subiu 0,57%, enquanto o SP 500 ganhou 0,62%. Dois ícones de Wall Street registraram níveis históricos. As ações da Berkshire Hathaway, fundo de investimento do multibilionário Warren Buffet, subiram US$ 100 e fecharam a US$ 100 mil, primeira vez na história em que o preço de uma ação fecha em seis dígitos. As ações da Google subiram 4,59%, encerrando o dia no recorde de US$ 480,78. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2006 | 10h34

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