Bolsas de NY abrem em baixa com Ford e juro europeu

A revisão do prejuízo trimestral da Ford, resultados divergentes de vendas das redes de varejo em julho nos EUA e um aumento do número de pedidos de auxílio-desemprego promoveram uma abertura em baixa para as bolsas norte-americanas. Nos primeiros negócios, o índice Dow Jones perdia 0,32% e o Nasdaq recuava 0,71%, às 10h41. As elevações das taxas de juros na Europa também repercutem sobre as transações iniciais. No início da manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 29 de julho aumentou 14 mil, para 315 mil. A mediana das previsões de 14 economistas ouvidos em pesquisa Dow Jones/CNBC era 305 mil pedidos, 7 mil a mais do que na semana anterior. A maioria das grandes redes varejistas anunciou crescimento sólido das vendas em julho, a despeito das preocupações com o poder de compra dos consumidores, da disparada dos preços da gasolina e da desaceleração do mercado imobiliário. Mesmo assim, o nível não chega a surpreender e alguns analistas destacam que os números dão sinais sobre o efeito da gradual desaceleração da economia sobre o consumo. Em um esforço para alavancar o desempenho, o Wal-Mart, líder do varejo, já antecipou as promoções de materiais escolares e vestuário. Em julho, a rede registrou aumento de 2,4% nas vendas. A companhia repetiu a previsão de crescimento de 1% a 3% das vendas em agosto, mesma faixa prevista em julho. O mercado de ações deve reagir ainda às informações vindas da Ford, que informou, ontem à noite, que perdeu mais do que o dobro do estimado inicialmente no segundo trimestre. O petróleo opera em queda, mas é fator ignorado hoje. As informações são da Dow Jones.

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