Bolsas de NY abrem em baixa; Dow Jones cede 0,31%

Os mercados de ações dos EUA abriram em baixa, com os investidores cautelosos antes da divulgação dos balanços de empresas-chave do setor de tecnologia, como Intel e Yahoo. A alta acima do esperado no núcleo do índice de preços ao produtor (PPI) acentuou a queda dos mercados futuros, que já vinham pressionados também pela tensão geopolítica depois de a Coréia do Norte ter afirmado que considera as sanções decididas pela ONU contra o país como um declaração de guerra. O petróleo subia 0,30%, para US$ 60,12, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). Às 10h34, logo após o início do pregão, o índice Dow Jones caía 0,31% a 11.943 pontos. O Nasdaq recuava 0,65% a 2.348 pontos. Ontem, os mercados norte-americanos fecharam em leve alta, embora o Dow Jones tenha conseguido bater outro recorde. Os fortes ganhos da Alcoa, Exxon Mobil e Merck mais do que compensaram o fraco desempenho de General Electric e Merck, cuja recomendação foi rebaixada, e fizeram o Dow Jones terminar em alta de 20 pontos, em 11.980 pontos. Entre as empresas que já divulgaram resultados hoje, United Technologies, componente do Dow Jones, subia 0,29%, Merrill Lynch estava em alta de 0,61%, enquanto Johnson & Johnson ganhava 0,54%. Merrill Lynch superou as estimativas de Wall Street mais do que dobrando seus lucros no terceiro trimestre. United Technologies, fabricante dos elevadores Otis, elevou sua previsão de lucro para 2006. Depois do fechamento de hoje, divulgam balanço a maior fabricante de chips do mundo, Intel (cujas ações estavam estáveis), a gigante da tecnologia IBM (que estava em alta de 0,73%), a fabricante de telefones Motorola (-2,7%) e o grupo de serviços de internet Yahoo (-0,98%). O Goldman Sachs não esperou sair os resultados da Intel para rebaixar a recomendação da fabricante de chip para neutra, por conta da valorização do papel. As ações da Intel caíram 1,5% no pregão alemão. As ações da Yahoo também caíram 2,4% na Alemanha. Os investidores também vão prestar atenção na Wal-Mart Stores (-0,3%), que deve comprar uma cadeia de hipermercados na China por US$ 1 bilhão, segundo The Wall Street Journal e The New York Times. O Carrefour teria perdido a disputa pelo Trust-Mart, de Taiwan. As informações são da agência Dow Jones.

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