Bolsas de NY abrem em forte baixa; Nasdaq cai 1,80%

A pressão de venda de ações domina os negócios na abertura das Bolsas de Nova York e, conforme apontaram os índices futuros no mercado eletrônico desde o começo da manhã, as perdas prometem ser expressivas hoje. Às 11h35, cinco minutos após o início do pregão viva-voz, o índice Dow Jones registrava queda de 0,78% e o Nasdaq despencava 1,80%. Os mercados em praticamente todas as partes do globo foram atingidos hoje por especulações de que o governo chinês pretende ampliar as medidas para pôr um freio na economia que mais cresce no mundo. Na esteira da queda de quase 9% da Bolsa de Xangai, investidores das demais bolsas asiáticas, européias e dos futuros de Nova York deram início a um processo de realização de lucros. A tensão nas bolsas é acentuada também pelo conturbado cenário geopolítico, com o Irã mostrando resistência ao Ocidente, quanto a seu programa de energia nuclear, e o quase assassinato do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, em um ataque suicida à principal base militar dos EUA no Afeganistão - 19 pessoas morreram. No cenário corporativo, destaque para a Apple, cujos papéis caíram 1,7% no pré-mercado, depois de anunciar o atraso nas remessas de seus aparelhos de TV Apple até meados de março. A rede de varejo Wal-Mart anunciou a compra de uma participação de 35% na Bouteous Co, uma companhia de Taiwan que opera a Trust-mart, uma rede chinesa de 101 unidades e que vende produtos mais baratos em 34 cidades chinesas. A empresa não divulgou os detalhes financeiros do negócio. A Xerox também deve ter um dia ativo. A companhia rebaixou, ontem, sua previsão de lucro no primeiro trimestre, após registrar despesas maiores com reestruturação. A empresa informou que deve lucrar entre US$ 0,18 e US$ 0,20 por ação no trimestre, de um prognóstico anterior de lucro entre US$ 0,21 a US$ 0,23. As informações são da Dow Jones e agências internacionais.

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