Bolsas de NY abrem em queda; Nasdaq cai quase 1%

As Bolsas de Nova York abrem o mês de agosto no vermelho, tomando a variação anual do índice de preços para gastos com consumo pessoal dos norte-americanos como inspiração. Depois da divulgação de aumento anual de 2,4% no núcleo do índice, os índices futuros de Nova York acentuaram suas perdas, enquanto o juro do título de 10 anos do Tesouro dos EUA voltou a estabelecer-se levemente acima de 5% ao ano. Os contratos dos Fed Funds ampliaram para 42% a chance de o juro básico dos EUA subir para 5,5% ao ano na semana que vem. Ontem as chances de nova alta do juros estavam em 31%. Às 10h50, após vinte minutos de pregão, o índice Dow Jones registrava queda de 0,37%. O índice Nasdaq operava em baixa de 0,93%. Os investidores vão observar, ainda esta manhã, demais indicadores da economia norte-americana, especialmente os números de atividade industrial do Instituto para Gestão de Oferta (ISM) em julho, que sai às 11 horas (de Brasília) e de gastos com construção, também às 11 horas. O mercado acionário deve acompanhar também ao novo secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, que participará de vários eventos nesta terça-feira. O mercado quer ver o que dirá sobre o dólar e o yuan chinês. No noticiário corporativo, Verizon e Kodak são destaque. As ações da Verizon subiram 0,2% no pré-mercado, depois de informar lucro ajustado por ação acima do previsto no segundo trimestre e reiterar suas projeções para o ano. A Verizon obteve lucro líquido de US$ 1,6 bilhão ou US$ 0,55 por ação, abaixo de US$ 2,1 bilhões no mesmo período do ano passado. Excluindo itens extraordinários, a Verizon registrou lucro por ação de US$ 0,64, acima da previsão de US$ 0,62 dos analistas ouvidos pela Thomson First Call. A Eastman Kodak informou prejuízo maior no segundo trimestre, de US$ 282 milhões, o sétimo trimestral consecutivo. A companhia citou dificuldades em sua transição para o sistema digital. A maior parte do prejuízo refletiu custos com reestruturação de US$ 214 milhões. Paralelamente, a Kodak anunciou acordo com a Flextronics International, pelo qual a companhia irá fabricar e distribuir câmeras digitais da Kodak e administrar certas funções relacionadas a design e desenvolvimento de câmeras. Pelos termos do acordo, a Kodak irá passar para a Flextronics as responsabilidades de fabricação de câmara digital, incluindo as fábricas, produção e testes. Cerca de 550 empregados da Kodak devem ser transferidos para as fábricas da Flextronics. As informações são da Dow Jones e agências internacionais.

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