Bolsas de NY abrem estáveis em meio a crise na Líbia

Crise na Líbia e em outros países do norte da África e do Oriente Médio impõe cautela entre investidores

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 11h49

As bolsas norte-americanas abriram o dia perto da estabilidade, mas logo se firmaram em baixa, influenciadas por notícias corporativas e pela cautela em relação à crise na Líbia e em outros países do norte da África e do Oriente Médio. Às 12h23 (horário de Brasília), o índice Dow Jones recuava 0,23%, o S&P 500 cedia 0,15% e o Nasdaq caía 0,34%.

Na Líbia, manifestantes protestam contra o regime do líder Muamar Kadafi, que se recusa a deixar o posto. A repressão aos protestos no país já teriam causado a morte de mil pessoas nos últimos dias, segundo estimativa do governo italiano. A Líbia, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, anunciou o fechamento de todos os seus portos e várias produtoras independentes de petróleo suspenderam suas operações locais. A medida tem provocado alta no preço do barril.

Na agenda dos Estados Unidos, as atenções estão voltadas para os dados de vendas de imóveis residenciais usados em janeiro, a serem divulgados às 12 horas (horário de Brasília). Os números devem mostrar uma queda de 0,8%, para 5,28 milhões, segundo estimativas de analistas. Os dados sobre os estoques de petróleo bruto na semana passada serão divulgados às 18h30.

No campo corporativo, a Hewlett-Packard (HP) anunciou resultados do seu primeiro trimestre fiscal que desapontaram os analistas. O lucro da companhia de tecnologia superou as estimativas, mas a receita e as vendas caíram por causa de demanda mais fraca. A empresa também reduziu sua projeção de receita para o ano. A Netflix, maior empresa de aluguel de filmes em DVD e online nos EUA, assinou com o canal de TV CBS um contrato de dois anos para colocar em sua lista de opções os programas do canal.

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