Bolsas de NY abrem perto da estabilidade

Às 12h43, o Dow Jones tinha leve baixa de 0,05%, o Nasdaq avançava 0,03% e o S&P-500 registrava alta de 0,12%

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2011 | 12h50

As Bolsas de Nova York abriram o dia próximas da estabilidade, à espera da decisão sobre juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), a ser divulgada hoje. O bom humor inicial de alguns investidores está ligado ao discurso do presidente Barack Obama e a uma certa calmaria na Europa, depois do sucesso do leilão de bônus do fundo de socorro financeiro da zona do euro. Às 12h43 (horário de Brasília), o índice Dow Jones tinha leve baixa de 0,05%, o Nasdaq avançava 0,03% e o S&P-500 registrava alta de 0,12%.

No discurso feito na madrugada de hoje no Brasil, Obama sugeriu congelar gastos não ligados à segurança e à seguridade social nos EUA por cinco anos, além de buscar a desaceleração dos gastos militares, o que significaria uma economia bilionária para os cofres públicos. Obama disse ainda que deseja dobrar as exportações do país até 2014, por meio de cortes de impostos corporativos, para aumentar a competitividade do país. Com o discurso, Obama agradou os que dizem ser preciso fazer algo para reduzir os déficits do país, ao sinalizar cortes de gastos. Ele também agradou os que estão preocupados em ver a economia andar com mais vigor, ao abordar a questão da competitividade e das exportações.

Hoje, o mercado aguarda ainda a decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed - a primeira de 2011. O que se espera é a continuidade da política de juro zero - os Fed Funds estão na faixa de zero a 0,25% ao ano desde dezembro de 2008 - e do programa de compra de títulos de longo prazo anunciado em novembro do ano passado. Às 13 horas (horário de Brasília), saem os dados de vendas de imóveis residenciais novos em dezembro. A expectativa é de crescimento modesto, de 3,1%, para 299 mil, mostrando que o mercado imobiliário norte-americano ainda patina.

Na Europa, as atenções estão voltadas para o primeiro dia do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. O encontro começa com uma percepção mais equilibrada do momento atual. Até o economista Nouriel Roubini, um dos poucos que previu a crise econômica de 2008, já admite que não deverá haver duplo mergulho na recessão nos EUA e que a situação está melhor do que se imaginava. No entanto, ele e outros economistas alertam para os riscos atuais, especialmente os déficits fiscais e a inflação.

Além do clima menos pessimista em Davos, os mercados europeus ganharam fôlego extra hoje, após o sucesso da primeira emissão de bônus da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), realizada ontem, com venda de 5 bilhões de euros em títulos com vencimento em julho de 2016. O Japão cumpriu sua promessa de ajudar a equilibrar a situação financeira da região e comprou mais de 20% da emissão.

Entre as principais empresas cotadas em bolsa, a gigante do ramo de alimentos Sara Lee teria rejeitado uma oferta de compra feita pelo consórcio liderado pela Apollo Management. A brasileira JBS, por sua vez, teria feito uma contraproposta verbal e deve encaminhar uma oferta por escrito pela companhia. O site Yahoo!, concorrente do Google, divulgou que seu lucro mais do que dobrou no quarto trimestre, mas sua a receita caiu 12%. Já a fabricante de sistemas de monitoração online Keynote Systems apresentou resultados melhores que o esperado no quarto trimestre.

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