Bolsas de NY abrirão de olho no mercado de trabalho

Dia tem dois indicadores nos Estados Unidos, o relatório sobre emprego e o índice de otimismo das pequenas empresas

Altamiro Silva Júnior, correspondente, Agência Estado

12 de agosto de 2014 | 10h32

As bolsas norte-americanas devem abrir o pregão desta terça-feira, 12, sem rumo claro, de acordo com os índices futuros, que migraram agora há pouco para território negativo após operarem em alta por várias horas. A expectativa hoje é para dados do mercado de trabalho que saem após a abertura do pregão, enquanto os investidores seguem monitorando os desdobramentos dos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. Às 10h20 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,16%, o Nasdaq recuava 0,09% e o S&P 500 tinha baixa de 0,14%.

O dia tem dois indicadores nos Estados Unidos, o relatório sobre emprego conhecido como JOLTS e o índice de otimismo das pequenas empresas. Este último já foi divulgado e mostrou melhora, ficando em 95,7 em julho, ante 95,0 em junho. A expectativa dos analistas, porém, era que subisse um pouco mais, a 95,8.

Já o relatório JOLTS será divulgado às 11h (de Brasília), com dados de junho. O documento passou a atrair mais atenção depois que a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, declarou que gosta de avaliar o relatório para saber dados mais detalhados do mercado de trabalho, que incluem o total de vagas abertas no país, de pessoas contratadas, demitidas e que abandonaram o emprego.

O mercado de trabalho é um dos balizadores da política monetária do Fed e vem mostrando melhora recente, com mais contratações e menos demissões. Julho foi novo mês com criação de vagas acima de 200 mil postos e os pedidos de auxílio-desemprego recuaram para os menores níveis desde fevereiro de 2006.

Para o pregão de hoje, a expectativa é que o volume de negócios continue baixo, com a agenda de eventos relativamente esvaziada nos EUA e a menor preocupação com questões geopolíticas, avalia o estrategista-chefe da Capitol Securities, Kent Engelke. O interesse maior dos investidores é pelas vendas no varejo de julho, que saem amanhã, e pela produção industrial, na sexta-feira. Os dois indicadores devem dar mais indícios sobre se a atividade econômica do país está mesmo se acelerando em ritmo mais forte nos últimos meses.

Nas questões geopolíticas, Wall Street segue monitorando os acontecimentos na Ucrânia e no Oriente Médio. A manutenção da trégua entre Israel e o Hamas, anunciada no domingo, ajuda a manter as preocupações em baixa, assim como a entrada dos EUA nos conflitos entre os rebeldes no Iraque. "O foco nos conflitos permanece, sobretudo na Ucrânia, mas a tensão se reduziu nos últimos dias", disse o estrategista-chefe da corretora ConvergEx Group, Nicholas Colas, em e-mail a clientes.

No mundo corporativo, as ações da empresa Intercept Pharmaceutical disparavam 47% no pré-mercado esta manhã, após a companhia revelar dados positivos sobre um novo tratamento experimental para doenças no fígado. A droga mostrou que também ajuda a reduzir o colesterol.

Já a Apple subia 0,23% em meio à rumores de que está iniciando a produção de um novo modelo do iPad. A empresa fará um evento em setembro, mas ainda não falou oficialmente sobre o que será. A expectativa maior é que a empresa apresente novos modelos do iPhone.

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