Bolsas de NY acabam em alta por dados positivos dos EUA

As Bolsas de Nova York interromperam uma sequência de baixas e fecharam em alta nesta quinta-feira, 26, apoiadas em dados positivos e pelo discurso de uma autoridade do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Os ganhos não foram maiores porque ainda pesam as preocupações com a política fiscal do país.

Agencia Estado

26 de setembro de 2013 | 17h50

O índice Dow Jones avançou 55,04 pontos (0,36%), fechando a 15.328,30 pontos e registrando alta pela primeira vez desde a máxima recorde atingida na semana passada. O S&P 500 subiu 5,90 pontos (0,35%), terminando a 1.698,69 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 26,33 pontos (0,70%), para 3.787,43 pontos.

Os ganhos em Wall Street foram motivados principalmente pelo anúncio de queda para 305 mil no número de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, bem abaixo dos 330 mil previstos. Com isso, o nível continua próximo das mínimas em seis anos. Também foi divulgada a terceira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Embora a expansão tenha sido mantida em 2,5%, ante expectativas de revisão para +2,8%, o ritmo do crescimento continua relativamente forte.

Por outro lado, dois indicadores mais fracos chegaram a ameaçar a alta dos índices acionários norte-americanos por alguns momentos, mas o tom positivo predominou. O número de compradores de imóveis que assinaram contratos para a aquisição de residências usadas nos EUA recuou pelo terceiro mês consecutivo em agosto, com queda de 1,6% ante julho, no último sinal de que a alta das taxas hipotecárias está comprometendo a recuperação no setor imobiliário. Enquanto isso, o índice de atividade industrial do Fed de Kansas City caiu para 2 em setembro, de 8 em agosto, quando havia registrado a melhor leitura desde fevereiro de 2012. Resultados acima de zero indicam expansão da atividade. Na comparação anual, o índice caiu de 11 para 10.

No fim da manhã, o diretor do Fed Jeremy Stein deu novo impulso às Bolsas, ao sinalizar que prefere uma redução de estímulos mais cedo em vez de mais tarde. "Foi uma decisão apertada para mim", disse Stein, em uma conferência em Frankfurt. "Mas aceitei porque continuo a apoiar nossos esforços para criar um ambiente de acomodação monetária e ajudar a recuperação por meio das compras de ativos e das diretrizes para os juros."

"Tivemos bons dados econômicos, mas os mercados ainda reagem com nervosismo às negociações em Washington", afirmou Jim Russell, estrategista do U.S. Bank Wealth Management.

No âmbito corporativo, o destaque foram as ações do Facebook, que fecharam em alta de 1,88% após superarem o preço de US$ 50 pela primeira vez.

As ações da J.C. Penney subiram 2,96% depois de a companhia dizer que prevê vendas positivas para o restante do ano.

No after hours, os papéis da Nike avançavam mais de 6%, após a companhia divulgar balanço com lucro de US$ 780 milhões no primeiro semestre fiscal, encerrado em agosto de 2013. O resultado superou as expectativas dos analistas e a empresa pode ser destaque no pregão de sexta-feira, 27.

Na Europa, as Bolsas fecharam sem direção única, ajudadas de um lado pelos dados norte-americanos e prejudicadas de outro por preocupações com a Itália. Parlamentares do partido de Silvio Berlusconi ameaçam renunciar em massa diante das acusações contra o ex-primeiro-ministro. Assim, a Bolsa de Milão liderou as perdas, com queda de 1,20%, e Paris recuou 0,21%. Londres, em contrapartida, encerrou com alta de 0,21%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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