Bolsas de NY acompanham Xangai e fecham em queda

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta segunda-feira, 24, mas longe das mínimas da sessão. Os índices foram pressionados pela alta nos juros dos Treasuries e pela forte queda do mercado acionário chinês, mas reduziram as perdas após comentários de autoridades do Federal Reserve.

Agencia Estado

24 de junho de 2013 | 17h54

O índice Dow Jones caiu 139,84 pontos (0,94%) e fechou a 14.659,56 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 19,34 pontos (1,21%), encerrando a 1.573,09 pontos. O Nasdaq recuou 36,49 pontos (1,09%) e fechou a 3.320,76 pontos.

Em seu pior momento da sessão, o Dow caiu 248 pontos. O tom negativo foi provocado pela forte queda de 5,3% na Bolsa de Xangai, a maior em quase quatro anos, em meio aos temores de que o BC chinês possa não agir para aliviar a falta de liquidez no país.

Segundo traders, a maior parte das vendas foi de players de curto prazo, como fundos de hedge, e investidores de longo prazo resolveram aguardar em meio à incerteza sobre o futuro dos estímulos monetários do Fed. "Vemos as pessoas entrando no lado errado", disse Bryan Novak, da Astor Asset Management. "Em abril, vimos muitas pessoas correndo atrás de ações porque elas haviam perdido o barco no início do ano."

As ações se recuperaram parcialmente na medida em que a forte onda de vendas de Treasuries diminuiu e após a fala de autoridades do Fed. O presidente da distrital de Minneapolis, Narayana Kocherlakota, defendeu a adoção de "gatilhos" para determinar as compras de bônus promovidas pelo banco central e também uma redução para a "meta" para o desemprego, usada como base para a política sobre a taxa dos fed funds. O presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, por sua vez, disse que o Fed não discute abandonar sua política monetária, somente reduzi-la. Nenhum dos dois tem poder de voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Os indicadores divulgados nesta segunda-feira também forneceram alívio temporário às bolsas. O índice de atividade das empresas medido pelo Fed de Dallas subiu para 6,5 em junho, de -10,5 em maio, enquanto o índice da produção manufatureira avançou para 17,1, de 11,2. Leituras acima de zero indicam expansão da atividade. Além disso, um aumento na produção industrial ajudou a elevar o índice de atividade nacional medido pelo Federal Reserve de Chicago para -0,30 em maio, de -0,52 em abril.

A queda de hoje estendeu as perdas recentes e eliminou grande parte dos ganhos dos primeiros cinco meses de 2013. Até o fim de maio, o Dow Jones havia avançado 17% e renovado recordes de fechamento sucessivas vezes, enquanto os yields (retorno ao investidor) dos Treasuries estavam bem abaixo de 2%. Desde 21 de maio, o Dow recuou 5,2%. Somente na semana passada, o índice perdeu 1,8% e os juros dos Treasuries atingiram os níveis mais altos em quase dois anos.

No noticiário corporativo, as ações do setor financeiro foram o destaque negativo. O Bank of America teve a pior performance do Dow Jones, caindo 3,07%. O Citigroup recuou 3,05%, enquanto os papeis do Goldman Sachs, Morgan Stanley e Wells Fargo perderam mais de 2%. O JPMorgan encerrou a sessão com baixa de 2%.

Na Europa, as bolsas fecharam em forte queda, pressionadas pelos receios sobre uma crise de liquidez no mercado interbancário da China, além de uma redução nas projeções de crescimento para o país. Nem mesmo uma melhora acima do esperado na confiança das empresas da Alemanha foi suficiente para animar os investidores. Fonte: Dow Jones Newswires..

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