Bolsas de NY avançam por Europa e à espera de Apple

As Bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 22, influenciadas por notícias positivas da Europa e pela expectativa com o balanço da Apple, que será divulgado na terça. Os fatores ofuscaram indicadores econômicos negativos nos Estados Unidos.

Agencia Estado

22 de abril de 2013 | 17h41

O índice Dow Jones ganhou 19,66 pontos (0,14%), fechando a 14.567,17 pontos. O Nasdaq avançou 27,49 pontos (0,86%), encerrando a 3.233,55 pontos. O S&P 500 teve alta de 7,25 pontos (0,47%) e terminou a 1.562,50 pontos.

O Federal Reserve de Chicago informou que seu índice de atividade nacional recuou para -0,23 em março, de 0,76 em fevereiro. A leitura negativa indica crescimento econômico abaixo da tendência histórica. As vendas de moradias usadas nos EUA, por sua vez, tiveram uma queda inesperada de 0,6% em março, segundo a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês), em vez de subirem 0,8% como previsto.

No resto do mundo, o G-20 não expressou qualquer objeção ao programa agressivo de relaxamento monetário adotado pelo Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), durante os eventos em Washington no fim de semana. Na Itália, a reeleição do presidente Giorgio Napolitano também foi bem-recebida. A decisão permite a convocação de novas eleições para acabar com o impasse no Parlamento, onde nenhum partido obteve maioria depois das eleições em fevereiro.

Entre as notícias corporativas, a Caterpillar divulgou que seu lucro caiu 45% no primeiro trimestre deste ano, para US$ 880 milhões, ou US$ 1,31 a ação. A receita recuou 17%, para US$ 13,21 bilhões, à medida que a companhia foi afetada pela queda da demanda por equipamentos de mineração. Os analistas ouvidos pela Thomson Reuters estimavam um lucro de US$ 1,40 por ação e receita de US$ 13,71 bilhões. Mesmo assim as ações subiram 2,83% neste pregão, após a companhia expressar em teleconferência uma visão menos pessimista para o ano.

As ações da Apple ganharam 2,08%, com a expectativa do balanço da companhia, que será divulgado na terça. "Muita coisa depende do que a Apple fará amanhã. Tim Cook tem a chance de tirar um coelho da cartola, ao pegar o dinheiro da companhia e recomprar ações e aumentar os dividendos", disse Marc Chaikin, executivo-chefe da Chaikin Analytics LLC. Mais cedo, a Apple teve sua recomendação elevada para "comprar" pelo BCG e para "outperform" (acima da média do mercado) pela Avondale.

Após o fechamento do mercado, a companhia de filmes online Netflix divulgou um lucro de US$ 2,7 milhões no primeiro trimestre, ante prejuízo de US$ 4,6 milhões no mesmo período do ano anterior. No pregão tradicional, as ações da empresa ganharam 6,73% e, por volta das 17h30 (horário de Brasília), o papel subia 20,03% no after hours. A Microsoft teve alta de 3,56%, após um gestor de fundo de hedge afirmar que tem US$ 2 bilhões em ações da companhia, que "não são devidamente apreciadas pelo mercado".

Entre as blue chips, Dow Chemical ganhou 1,44% e Occidental Petroleum teve valorização de 1,19%. No campo negativo, apareceram General Electric (-1,84%) e Boeing (-1,16%). As informações são da Dow Jones.

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