Bolsas de NY avançam por fala de Lockhart e tecnologia

As Bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, após uma sessão volátil. Depois de uma abertura em alta, os índices migraram para o terreno negativo com o relatório sobre vendas no varejo dos Estados Unidos em julho. Depois, voltaram a se firmar no azul com comentários de um dirigente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de que a instituição precisa ser cautelosa ao reduzir os esforços de estímulo. A forte performance do setor de tecnologia também deu suporte às Bolsas.

Agencia Estado

13 de agosto de 2013 | 17h44

O Dow Jones ganhou 31,33 pontos (0,20%), fechando a 15.451,01 pontos. O S&P 500 teve alta de 4,69 pontos (0,28%) e terminou a 1.694,16 pontos. O Nasdaq avançou 14,49 pontos (0,39%), encerrando a sessão a 3.684,44 pontos.

O relatório das vendas no varejo dos EUA apontou que os consumidores estão cautelosos em gastar. Segundo o Departamento do Comércio, as vendas subiram 0,2% no mês passado, abaixo da previsão de alta de 0,3%. No entanto, excluindo automóveis, as vendas do setor varejista cresceram 0,5% em julho, superando a previsão de ganho de 0,4%.

Outros indicadores econômicos dos EUA foram anunciados neste pregão. O índice de preços das importações subiu 0,2% em julho, na comparação com junho, menos do que o aumento de 0,8% previsto pelos economistas. Um comunicado separado mostrou que os estoques das empresas dos EUA ficaram inalterados em junho ante maio. A previsão era de alta de 0,1%.

O presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, que não tem direito a voto nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), afirmou que o Fed pode começar a reduzir sua política de compras de bônus, hoje num ritmo mensal de US$ 85 bilhões, a qualquer momento antes do fim do ano, mas não está necessariamente determinado a iniciar o processo após a reunião de setembro.

Na semana passada, ele foi um dos primeiros presidentes regionais a citar explicitamente setembro como possível data para o Fed reduzir os estímulos monetários.

No noticiário corporativo, o setor de tecnologia foi o destaque. As ações da Apple subiram 4,75% após o investidor Carl Icahn escrever na sua conta no Twitter que "tem atualmente uma grande posição" em ações da empresa e acredita que a companhia está "extremamente subvalorizada". Ele disse também que conversou com o executivo-chefe da Apple, Tim Cook.

Os papéis da J.C. Penney recuaram 3,72%, afetados pela renúncia do investidor Bill Ackman do conselho da companhia.

No Dow Jones, a Hewlett-Packard (+2,09%) liderou os ganhos e a Alcoa (-1,33%) foi destaque de queda.

Na Europa, as Bolsas também fecharam em alta, impulsionadas pela melhora no sentimento econômico na Alemanha e dados sobre a produção industrial da zona do euro, que vieram um pouco abaixo do esperado, mas apontaram a recuperação do setor. A Bolsa de Londres subiu 0,57%, Frankfurt ganhou 0,68% e Paris avançou 0,51%, fechando na máxima da sessão. Fonte: Dow Jones Newswires.

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