Bolsas de NY caem com Microsoft, que recua 11,38%

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em queda. As ações de menor capitalização mostraram um desempenho melhor do que o das blue chips (ações de primeira linha), permitindo que os índices S&P-500 e NYSE Composite tivessem leves altas. "A notícia do dia foi sem dúvida o informe de resultados da Microsoft, que puxou o Nasdaq para baixo. Embora os outros índices do mercado não tenham se saído tão mal, quando temos uma empresa de referência como a Microsoft decepcionando os investidores, isso afeta todo o mercado. Junte-se a isso a alta dos preços do petróleo e tivemos um dia ruim", comentou um dos chefes de operações com ações da Themis Trading, Joseph Saluzzi. As ações da Microsoft, listadas no Nasdaq e também componentes do Dow Jones, caíram 11,38% e afetaram todo o setor de tecnologia (IBM -1,84%, Hewlett-Packard -2,38%). As ações dos bancos subiram, depois de vários analistas dizerem que o setor tem boas perspectivas de crescimento (Citigroup +3,74%, JP Morgan Chase +3,25%, Bank of America +1,79%). Entre as ações de empresas que divulgaram resultados, os destaques foram Intuitive Surgical (+23%), Avon products (+4,4%), Federated Investors (-7%) e Cummins (-4%). O índice Dow Jones fechou em queda de 15,37 pontos (0,14%), em 11.367,14 pontos. A mínima foi em 11.347,77 pontos e a máxima em 11.405,24 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 22,38 pontos (0,95%), em 2.322,57 pontos, com mínima em 2.317,47 pontos e máxima em 2.337,28 pontos. O Standard & Poor's-500 subiu 0,89 ponto (0,07%), para 1.310,61 pontos. O NYSE Composite avançou 30,93 pontos (0,37%), para 8.471,43 pontos. O volume negociado na NYSE ficou em 1,798 bilhão de ações, de 2,087 bilhões ontem; 1.990 ações subiram, 1.305 caíram e 149 fecharam nos mesmos níveis de ontem. No Nasdaq, o volume ficou em 2,563 bilhões de ações negociadas, de 2,608 bilhões ontem, com 1,646 ações fechando em alta e 1.378 em queda. Na semana, o Dow Jones acumulou uma alta de 0,17%, o Nasdaq, uma queda de 0,87% e o S&P-500, um recuo de 0,05%. Em abril, o Dow Jones subiu 2,3%, o Nasdaq recuou 0,7% e o S&P-500 avançou 1,2%. Nos primeiros quatro meses de 2006, o Dow Jones subiu 6,06%, o Nasdaq avançou 5,32% e o S&P-500 acumulou um ganho de 4,99%. Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA voltaram a subir, com correspondente baixa nos juros. Operadores disseram que os investidores continuaram a ajustar suas posições às declarações feitas ontem pelo presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, sugerindo que poderá haver uma pausa no ciclo de apertos monetários do Fed. Outro fator foi o fato de o PIB dos EUA ter crescido menos do que se previa no primeiro trimestre (+4,8%, para previsões de +5,0%); ao mesmo tempo, o índice de preços dos gastos com consumo (PCE) mostrou que a inflação continua contida, ao subir 3,3% anuais no primeiro trimestre deste ano (+3,5% no quarto trimestre de 2005). Outro indicador mais fraco do que se previa foi divulgado no começo da tarde: o índice de atividade industrial dos gerentes de compras de Chicago, que ficou em 57,2 em abril, de 60,4 em março. "O comportamento do mercado hoje pode ter sido apenas uma continuação da ação de ontem. A curva de juros continuou a ganhar inclinação e o mercado tem um tom melhor, depois de ter mostrado alívio com as declarações de Bernanke", comentou o analista Lundy Wright, da Nomura Securities. Em Chicago, os contratos futuros de Fed Funds projetavam no fim da tarde uma probabilidade de apenas 24% de que a taxa dos Fed Funds seja elevada de 5,0% para 5,25% em junho; ontem, pouco antes do depoimento de Bernanke no Congresso dos EUA, essa probabilidade estava em 64% (o mercado tem como certa uma elevação de 4,75% para 5,0% em maio). No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos títulos de 30 anos estava em 5,166%, de 5,174% ontem; o juro dos papéis de 10 anos estava em 5,066%, de 5,076% ontem; o juro dos papéis de 2 anos estava em 4,858%, de 4.903% ontem. As informações são da Dow Jones.

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