Bolsas de NY caem com tensão no Oriente Médio

A escalada das tensões no Oriente Médio durante o fim de semana e comentários do presidente do Fed (banco central americano) de St. Louis, William Poole, sobre taxa de juros colocam os mercados acionários dos Estados Unidos no negativo. Às 13h16, o índice Dow Jones cedia 0,18% e o Nasdaq, 0,16%. A escalada de violência no Oriente Médio mantinha os contratos futuros do petróleo em alta de 0,76%, a US$ 73,80 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), e ajudava a desestimular compras em Wall Street. Paralelamente, o mercado ruminava os comentários de autoridades do Fed. O presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis, William Poole, afirmou, após discurso em Louisville (Kentucky), que ele ainda está no "campo dos 50-50" no que se refere ao rumo da taxa de juros no próximo encontro do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve, na terça-feira que vem. As expectativas do mercado em torno de um aumento da taxa de juros vinha se reduzindo, particularmente após a divulgação do crescimento abaixo do esperado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre dos EUA e dos comentários do "Livro Bege", o resumo das condições da economia norte-americana que serve de base para as decisões do Fed. Atualmente, os Fed Funds futuros projetam apenas 32% de chance de a taxa básica de juros ir para 5,5% até setembro. A presidente do Fed de San Francisco, Janet Yellen, afirmou que a política monetária norte-americana parece se encontrar perto do ponto em que deveria estar, diante da moderação do crescimento econômico e do impacto dos aumentos anteriores das taxas de juros. No entanto, ela acrescentou que os bancos centrais precisam observar os dados recentes para determinar o rumo da taxa de juros. Hoje, o gás natural registrava a segunda maior alta no ano, reagindo à demanda de geradoras de energia, que estão ampliando o ritmo produtivo, em razão do uso de equipamentos de ar-condicionado nos EUA, que vivenciam uma onda recorde de calor. As ações associadas à internet eram negociadas em baixa, acompanhando o recuo de 1% dos papéis da Yahoo!, que reagiam ao rebaixamento da recomendação para o ativo pela First Global Securities. A Apple subia 2%, após o Bank of America elevar a recomendação do papel de "neutra" para "compra", atribuindo a decisão ao lançamento do novo iPod nano previsto para o fim do ano, além da demanda sólida por notebooks. As informações são da Dow Jones.

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