Bolsas de NY caem e juro de títulos dos EUA dispara

O mercado norte-americano de ações fechou em queda, com a alta dos juros e os preços do petróleo levando muitos investidores a sair do mercado, depois dos ganhos recentes. "Fiquei impressionado pelo fato de o mercado não ter caído mais, apesar da grande alta dos juros dos bônus do Tesouro. No fim das contas, o mercado ficou pressionado com a divulgação do índice de confiança do consumidor e dos dados de vendas de imóveis, que levou as pessoas a temerem inflação mais alta e taxas de juro mais elevadas", comentou o estrategista Jim Paulsen, da Wells Capital Management. Entre as componentes do índice Dow Jones, as ações da DuPont caíram 1,30% e as da AT&T subiram 0,27%, depois de as duas empresas divulgarem resultados. As da Caterpillar, que havia divulgado resultados ontem, caíram 3,17%. As ações da Sun Microsystems, que havia anunciado uma mudança de comando ontem depois do fechamento, subiram 0,20%. Entre as ações de empresas que divulgaram resultados hoje, os destaques foram NotriSystem (+34%), Level 3 Communications (+8,1%), JetBlue Airways (+13%) e CNet Networks (-19%). O índice Dow Jones fechou em queda de 53,07 pontos (0,47%), em 11.283,25 pontos. A mínima foi em 11.260,64 pontos e a máxima em 11.355,37 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 3,08 pontos (0,13%), em 2.330,30 pontos, com mínima em 2,321,64 pontos e máxima em 2.338,54 pontos. O Standard & Poor's-500 caiu 6,37 pontos (0,49%), para 1.301,74 pontos. O NYSE Composite recuou 34,67 pontos (0,41%), para 8.405,92 pontos. O volume negociado na NYSE alcançou 1,685 bilhão de ações, de 1,519 bilhão ontem; 1.224 ações subiram, 2.101 caíram e 141 fecharam nos mesmos níveis de ontem. No Nasdaq, o volume alcançou 2,334 bilhões de ações negociadas, de 1,960 bilhão ontem, com 1.475 ações fechando em alta e 1.567 em queda. Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA sofreram uma queda forte, com correspondente alta nos juros. O mercado reagiu a mais uma rodada de indicadores econômicos positivos, entre eles o informe da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis dos EUA, de que as vendas de imóveis residenciais usados tiveram um crescimento de 0,3% em março, quando os economistas previam uma queda. A Conference Board, por sua vez, informou que o índice de confiança do consumidor subiu a 109,6 em abril, de 107,5 em março. "Os dados da Conference Board não parecem sugerir que a economia desacelerou para um ritmo moderado", comentaram os analistas da Wrightson ICAP. Os números alimentaram o temor de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) não suspenda o ciclo de apertos monetários depois de sua próxima reunião. No fim do dia, os futuros de Fed Funds negociados em Chicago projetavam uma probabilidade de 52% de que a taxa dos Fed Funds seja elevada para 5,25% em junho (com mais duas elevações de 25 pontos-base, nas próximas duas reuniões do Fed); ontem, essa projeção estava em 40%. "Vale a pena repetir o novo mantra do Fed: Tudo depende dos indicadores", disse o estrategista John Canavan, da Stone & McCarthy Research Associates. No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos títulos de 30 anos estava em 5,164%, de 5,064% ontem; o juro dos títulos de 10 anos estava em 5,078%, de 4,982% ontem; o juro dos papéis de 2 anos estava em 4,941%, de 4,880% ontem. As informações são da Dow Jones.

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